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A grande produção leva também à grande exportação. Em 2024, o Brasil bateu um recorde de 50,5 milhões de sacas de café exportadas. Um aumento de 28,5% em comparação ao ano anterior, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No Espírito Santo, os números também são surpreendentes. O estado fica em 2º lugar na produção de café, ficando atrás apenas de Minas Gerais. E quando se trata de conilon, o estado capixaba fica em 1º primeiro lugar no ranking nacional.
O Sistema Faes / Senar-ES / Sindicatos Rurais segue lado a lado com os cafeicultores do estado. A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) criou a Comissão Técnica da Cafeicultura, que coordena as ações relacionadas à atividade, representando os produtores e promovendo articulações junto ao executivo, legislativo e demais órgãos relacionados ao setor.
De acordo com a analista técnica da Faes, Fernanda Fleury, a comissão acompanha as informações sobre questões trabalhistas na cafeicultura, bem como medidas para melhorar a competitividade do produtor na gestão de custos e na agregação de valor.
“O objetivo da comissão é atuar no âmbito político, técnico e econômico do setor defendendo e representando os interesses do cafeicultor em fóruns, audiências e congressos a nível estadual e nacional. Ainda são realizadas reuniões ordinárias para detectar, discutir e propor soluções e políticas públicas que favoreçam a cafeicultura capixaba”, afirma.
Já o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES) oferece treinamentos voltados para a classificação, degustação, operação e manutenção de máquinas, poda e desbrota e produção de alimentos à base de café. Além do trabalho feito individualmente com cada produtor, através da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
A ATeG acompanha o produtor durante dois anos, com visitas mensais de quatro horas em cada propriedade. O serviço oferecido gratuitamente tem o foco na gestão, geração de renda e na melhoria da produção. O coordenador da ATeG do Senar-ES, Vinicius Maline, fala sobre a importância de promover o reconhecimento do café capixaba:
“Hoje na ATeG, o carro-chefe é a cafeicultura, que está espalhada por todo o Espírito Santo. E a gente busca o reconhecimento. Todos os anos a gente vem levando os produtores capixabas para a Semana Internacional do Café (SIC), por exemplo, onde os produtores começam a enxergar um novo mundo, principalmente no café de qualidade”, aponta.
Para ter acesso aos serviços disponibilizados pelo Senar-ES, basta buscar o Sindicato Rural do seu município. Seja pelo seu valor social, cultural e econômico, no cenário estadual, nacional ou mundial, o café merece sempre ser celebrado.




