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De acordo com dados preliminares divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais da variedade arábica totalizaram 6,214 milhões de sacas de 60 kg em março de 2020, volume que implicou queda de 5,11% na comparação com o mesmo mês do ano passado (6,549 mi/scs), mas alta de 2,11% frente às 6,086 mi de sacas em fevereiro deste ano.
O Brasil permanece na liderança do ranking global dos embarques de café arábica, tendo remetido 2,567 milhões de sacas ao exterior no período, ou 41,31% do total. Esse volume representou leve aumento de 0,33% em relação às 2,559 mi/scs comercializadas em março de 2019 e de 4,19% ante fevereiro (2,464 mi/scs).
De acordo com o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, o investimento que o país fez em tecnologia permitiu o avanço da produção e da qualidade em áreas menores destinadas ao cultivo do grão.
“O reflexo da elevação da produtividade e da qualidade é a manutenção ou mesmo a ampliação de nosso market share, ocupando o espaço deixado por países que focam sua atuação principalmente em preço e não em novas tecnologias e redução de custos, o que encarece sobremaneira a produção nessas nações”, explica.

Café socioeconômico
Silas Brasileiro recorda a importância econômica do café para o Brasil, citando que o Valor Bruto de Produção (VBP) da cultura deverá ficar em aproximadamente R$ 27 bilhões em 2020. Ele também destaca a relevância social da atividade, que gera 8,4 milhões de empregos ao ano em toda a cadeia.
Neste ano, segundo o presidente do CNC, com a crise desencadeada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que causou a demissão de milhares de trabalhadores de diversas áreas do comércio, o café terá uma importância socioeconômica ainda maior.
“Esses desempregados terão a oportunidade de trabalhar na colheita, que começa a ganhar força neste mês de maio no Brasil. Isso significa que o café será fonte de renda para essa população e servirá para aquecer o setor de alimentos e consumo, contribuindo para por comida dentro dos lares desses brasileiros ”, cita.
Ele revela que o CNC vem mantendo constantes contatos com as secretarias estaduais de Saúde, Trabalho e Agricultura para explicar os impactos positivos que a cafeicultura deve gerar nesse cenário atual de crise.
“Como os trabalhos de ‘panha’ do café devem se intensificar a partir da semana que vem, temos solicitado, ao seguirem as recomendações sanitárias, que não se crie dificuldades para contratação e transporte interestadual desses trabalhadores. O café não para e precisamos do bom senso público para que, ao não pararmos, também contribuamos com os governos regionais ”, conclui.




