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A defesa da cadeia produtiva do gengibre capixaba entrou na pauta internacional neste mês, durante missão da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) em Bruxelas, na Bélgica. Representando o Governo do Espírito Santo, o subsecretário de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch, participou de reuniões com integrantes da Missão do Brasil junto à União Europeia para tratar dos possíveis impactos de novas exigências fitossanitárias sobre as exportações do produto.
O encontro reuniu o embaixador Pedro Miguel e o ministro Elias Santos, principais representantes diplomáticos brasileiros na União Europeia. A agenda teve como foco antecipar riscos e buscar apoio institucional para mitigar efeitos de eventuais barreiras comerciais.
Durante as discussões, o Governo do Estado apresentou o peso econômico do gengibre para o Espírito Santo e para o país. O estado lidera a produção e a exportação nacional, sendo responsável por cerca de 60% dos embarques brasileiros. Em 2025, aproximadamente 57% desse volume teve como destino o mercado europeu, o que evidencia a dependência do setor em relação ao bloco.
Além dos números, a comitiva levou informações técnicas sobre a sanidade da produção capixaba. Foram apresentados estudos e evidências científicas que atestam a qualidade fitossanitária do gengibre produzido no estado, além de detalhamento dos investimentos públicos voltados ao monitoramento da cultura.
Segundo Michel Tesch, a estratégia foi combinar dados econômicos e argumentos técnicos para fortalecer a posição brasileira nas negociações. Ele destacou que o objetivo é evitar medidas que possam restringir o acesso ao mercado europeu ou aumentar custos para os exportadores.
O subsecretário afirmou que o governo estadual solicitou apoio da União e da representação brasileira em Bruxelas para ampliar o diálogo com autoridades europeias e construir alternativas que reduzam impactos sobre a cadeia produtiva.
A movimentação ocorre em um momento de maior rigor regulatório no comércio internacional de produtos agrícolas, com a União Europeia discutindo regras mais restritivas relacionadas à sanidade vegetal. Para o Espírito Santo, qualquer mudança nesse cenário tem efeito direto sobre produtores, exportadores e a economia regional.




