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A exportação de milho pelo Brasil deverá atingir um recorde de 34,5 milhões de toneladas, estimou nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ante 33,5 milhões na projeção divulgada em julho.
Os embarques do cereal do Brasil estão aquecidos neste ano, com o país contando com uma safra recorde de milho, de 99,3 milhões de toneladas, projetou a Conab nesta quinta-feira, também elevando sua projeção ante julho (98,5 milhões).
A Conab manteve praticamente estável a safra de soja, já colhida, em cerca de 115 milhões de toneladas, mas elevou a previsão das exportações da oleaginosa na temporada de 68 milhões para 70 milhões de toneladas.
A exportação de soja deverá cair ante o recorde de mais de 83 milhões de toneladas da temporada passada, quando o Brasil foi beneficiado por uma safra recorde (119,3 milhões) e forte demanda da China.
Apesar da redução anual, a safra de soja ainda será a segunda maior da história, o que juntamente com a produção de milho permitirá ao Brasil ter uma colheita recorde de grãos e oleaginosas, de 241,3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6% ante o ciclo anterior.
“O clima no início da safra contribuiu decisivamente para o avanço do plantio. A continuidade dessas boas condições impactou positivamente o estabelecimento das lavouras de segunda safra, proporcionando excelente ritmo para o cultivo, nos principais Estados produtores ”, disse a Conab em relatório, em referência à produção de milho, plantado majoritariamente na segunda safra.
Além do milho, que deverá ter forte recuperação ante as 80,7 milhões de toneladas da temporada anterior, afetada pela seca, a produção de algodão em 2018/19 atingirá históricos 2,7 milhões de toneladas (pluma), cerca de 700 mil toneladas a mais que no período passado.
A exportação da pluma será recorde de 1,5 milhão de toneladas, mais de 500 mil toneladas acima da temporada passada.
O Brasil é o maior exportador global de soja, e o segundo em milho e algodão. No caso da pluma, esse posto foi atingido na última safra.
Para o trigo, atingido por geadas em julho e agosto, a Conab estimou a safra em 5,42 milhões de toneladas, com leve redução ante o mês anterior. As importações do cereal pelo Brasil, um dos maiores importadores globais, foram mantidas em 7,2 milhões de toneladas em 2019. (*Por Roberto Samora)


