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Em janeiro e fevereiro, as exportações brasileiras de mamão estavam a todo vapor. A grande oferta disponível de fruta e a boa demanda internacional, em especial por parte da Europa, favoreceram os embarques.
O volume enviado nos dois primeiros meses deste ano totalizou 8,7 mil toneladas, quantidade 17% superior à parcial do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Já a arrecadação foi de US$ 8,5 milhões, valor 5% maior, na mesma comparação.
Em março, por outro lado, as exportações brasileiras de mamão começaram a ser impactadas pelo avanço do novo coronavírus pelo mundo, visto que diversos países consumidores têm suspendido voos internacionais e que os aeroportos estão paralisando algumas atividades.
Assim, agentes relatam que já houve redução dos embarques e que o cenário pode se intensificar nas próximas semanas, fazendo com que essas frutas permaneçam no mercado doméstico (ressalta-se, porém, que o volume total exportado é muito pequeno frente ao integral produzido no Brasil, não devendo impactar significativamente).
Vale destacar que o mamão tem a via aérea como a principal nas exportações, correspondendo a mais de 90% do total, devido à sua fragilidade. E no Estado maior exportador do Brasil, o Espírito Santo, os produtores afirmam que a demanda vem reduzindo até quase pela metade. (*Com informações do Cepea/Hortifruti)
*Leia também reportagem especial do Anuário do Agro Capixaba– NOSSO MAMÃO GANHA O MUNDO





