Mais lidas 🔥

Produção de peixes
Gigante da tilápia: cooperativa finaliza unidade com capacidade para 20 toneladas diárias

Reconhecimento Internacional
Azeite do Espírito Santo ganha medalha de ouro em concurso internacional

Chuva atípica pode superar média de junho no Sudeste e Centro-Oeste antes do inverno

Alerta para produtores
Como agir após o granizo? Veja as orientações para produtores de café

Infraestrutura Hídrica
Barragem é inaugurada e reforça segurança hídrica em Aracruz

A demanda por ovos, já habitual no período da Quaresma por conta da substituição da carne vermelha, se aqueceu ainda mais nos últimos dias com a crise do novo coronavírus (Covid-19). Com medo de desabastecimento durante a quarentena, os consumidores correram aos supermercados para garantir a proteína.
Com sede no município atual maior produtor de ovos do Brasil, Santa Maria de Jetibá (ES), a Coopeavi sempre registrou aumento do consumo de ovos no período de 40 dias seguido por luteranos e católicos e que termina na Páscoa.
O propósito da Coopeavi é unir famílias que alimentam famílias. Em todas as unidades da cooperativa e nas granjas de 94 famílias de avicultores associados, a produção já era a prevista desde o ano passado, sem interferência do surto da Covid-19.

Em 2019, a cooperativa comercializou um total de 443.799 caixas de ovos com 30 dúzias cada- sendo 80% da produção para a Bahia, além do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe. O gerente executivo de produção da Coopeavi, Luis Carlos Brandt, defende a versatilidade do produto na dieta.
“O ovo é muito versátil para o preparo de diversas refeições e entrou na lista de prioridades nesse momento no qual o consumidor temeu um pouco o desabastecimento que não aconteceu ”, destaca Brandt.
O consumidor enxerga essa versatilidade até no armazenamento. A recomendação é armazenar os ovos sob refrigeração para estender a validade por semanas. E, segundo o gerente de produção, na geladeira o prazo de validade é de pelo menos 21 dias.
“Além de ser proteína de alta qualidade, o ovo é um produto rico em vitamina D, citada por especialistas até como benéfica na prevenção do coronavírus. São vários os atributos e qualidades que levam o consumidor a optar pelo ovo. E ele ainda é uma proteína acessível, mesmo com alta nos preços ”, completa Brandt.
Compromisso
Segundo o gerente de produção, a diferença com a evolução da pandemia foi somente a antecipação dos consumidores nos supermercados, por isso não teme um desabastecimento nas gôndolas até pelo excesso da oferta.
“No caso da avicultura de postura, a cooperativa não tem como alojar novas estruturas de produção de ovos em menos de cem dias, que é o tempo de recria das pintainhas, ou seja, a produção não é elástica ”, explica.
Apesar da crise, a Coopeavi conseguiu cumprir todos os compromissos com os parceiros, dentre distribuidores, supermercados e clientes, além de tentar viabilizar a parte nutricional para a produção de rações, que também sofreram forte reajuste. De acordo com Luis Carlos Brandt, o milho e soja compõem entre 80% e 85% de todas fórmulas de ração na avicultura.
O aumento do custo da matéria-prima acaba sendo passado no valor final para o consumidor. E a cooperativa teve um papel importante ao estar preparada para suportar o produtor de ovos nesses picos de aumento.
“A Coopeavi tem um estoque que acaba funcionando como amortecedor, pelo menos no curto prazo, para não ter um pico tão alto. A cooperativa já tinha negociações em andamento que ainda possibilitaram não passar todo o aumento das rações para o seu quadro de cooperados ”, afirma Brandt.




