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Despertar as famílias rurais para a importância do planejamento da sucessão familiar dentro das propriedades é o propósito atendido pelo Programa Herdeiros do Campo, que acaba de capacitar 32 famílias no estado do Espírito Santo.
A iniciativa foi promovida através de uma parceria entre o Sistema Faep / Senar-PR, desenvolvedor da metodologia do programa, o Senar-ES, Faes, Sistema OCB-ES e Cooabriel. As novas turmas foram iniciadas após o sucesso da instalação do projeto-piloto, no mês de março deste ano, quando nove famílias participaram da capacitação.
Nesta nova etapa, aconteceu a formatura de três turmas, compostas por famílias cooperadas da Cooabriel, das unidades de Águia Branca, Aracruz e Nova Venécia, cidade que sediou o evento, no último dia 13.
O Diretor Técnico, Administrativo e Financeiro do Senar-ES, Fabrício Gobbo Ferreira, ressaltou a importância da temática e da parceria entre as instituições.
“Aproveito a oportunidade para parabenizar todas as famílias participantes do programa. É satisfatório ver essas famílias pensando em sucessão familiar, especialmente quando são famílias cooperadas, que têm sua base em valores como a cooperação, união e força. A parceria com a cooperativa permitiu trazer essa iniciativa para o estado e formar quatro turmas”, considerou.
Na percepção do instrutor do Senar-PR, Luiz Antônio Tiradentes, que atuou como facilitador no curso, as famílias participantes se mostraram engajadas na preparação do que ele considera ser a ‘passagem do bastão’. “Foi uma experiência emocionante, pois houve grande envolvimento das famílias na proposta do programa. Tivemos ótimos planos de ação e muito empenho nas atividades realizadas. Com o passar dos anos, colheremos bons frutos nessas propriedades, no que se refere à preparação dos sucessores”, avaliou.
O presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, reforçou que o tema é vital para as famílias rurais e por isso, é importante que seja discutido dentro do quadro social da cooperativa. “Quando se fala em sucessão familiar, alguns paradigmas ainda precisam ser rompidos. O processo sucessório deve ser bem planejado para que aconteça da melhor forma possível. Isso exige diálogo e troca de informações dentro do conjunto familiar e o propósito da cooperativa é poder contribuir nesse aspecto”, ressaltou.
Uma das famílias que integrou as novas turmas do programa é a do cooperado Marivaldo Antônio Tessarolo. O cafeicultor comenta que ele e sua esposa estão preparando a filha para o processo sucessório. “A iniciativa foi muito boa, pois é fundamental que toda a família esteja envolvida na sucessão. Minha filha completou a maioridade recentemente e está conosco no programa. Queremos planejar o futuro de forma tranquila e organizada”, pontuou.




