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O município de Vila Velha vem realizando um trabalho de reestruturação de seu setor de agricultura e pesca, com projetos tocados pela prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, nesses quase 20 meses da atual gestão. De acordo com a Secretaria, apesar de possuir um grande território e litoral, nos últimos anos, houve poucos incentivos, principalmente, para a produção rural.
O subsecretário de Empreendedorismo, Geração de Emprego e Renda, Gabriel Nunes, coloca que a atual administração está focada no incentivo ao produtor. O primeiro passo, segundo ele, foi transformar o agricultor em fornecedor de alimentos para a merenda escolar. “E Vila Velha tem uma grande demanda, porque possui 101 escolas em sua rede municipal”, ressalta.
Isso foi conseguido por meio do Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), a partir de 2021, pela primeira vez, no município. “O que foi replicado este ano e pretendemos ampliar em 2023, não só com o PNAE, mas também com a CDA (Compra Direta de Alimentos) que é mais voltada para a ação social”, explica.
Gabriel Nunes conta que o município também está fomentando a agroindústria, realizando a reestruturação do SIM, já havendo um grande número de empreendimentos registrados. “E estamos trabalhando para conseguir a equivalência ao Susaf, para que os produtos possam ser comercializados em todo o Estado, e depois, vamos buscar o Sisb, equivalente à inspeção federal, para as indústrias de cárneos, ovos, mel, pescado poderem comercializar não só no Estado, mas também em nível nacional”, conta.
Potencial do setor de pesca
Quanto ao setor de pesca, o subsecretário destaca que Vila Velha tem um litoral de 37 quilômetros e possui sete comunidades pesqueiras. Segundo ele, isso demonstra o grande potencial de Vila Velha para o setor. “Nós temos a segunda maior colônia de pesca do Brasil, a Z2, e podemos avançar muito”, destaca. “Temos, ainda, uma associação de catadores de Sururu, na Praia do Ribeiro, onde tudo era feito de forma improvisada e o município está providenciando instalações modernas, para que a comunidade possa melhorar sua produção, comercializando em um ambiente apropriado, o que também vai gerar mais renda”, completa.
Outro projeto do município, como relata Gabriel Nunes, é a implantação de piers flutuantes, em parceria com a Secretaria do Estado de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Seag). Trata-se de uma estrutura móvel, similar a um lego, composto de vários blocos de 50 cm x 50 cm, de plástico, que são montados no formato de acordo com a demanda de quem vai utilizar. O equipamento vai servir de apoio no embarque e desembarque do pescado.
O subsecretário adianta que o primeiro píer flutuante será implantado na Prainha e irá atender cerca de 50 embarcações. “O equipamento já está no município e estamos na fase de regularização, frente à Superintendência de Patrimônio da União (SPU), Capitania dos Portos e Meio Ambiente”, relata. “A intenção é instalar já em setembro e depois replicar em outras comunidades que já demandaram, com os próximos devendo ser instalados, em seguida, na Ponta da Fruta e depois Prainha da Glória”, completa.
O planejamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Vila Velha é dar melhor estrutura ao setor de pesca do município, proporcionando melhores condições de trabalho para os pescadores tradicionais existentes nas comunidades. Isso tudo, respeitando essa tradição, em harmonia com os moradores que estão dentro de um ambiente urbano.




