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A presença da soja no Espírito Santo continua modesta, mas os dados recentes mostram um movimento de expansão e ajustes no campo. Em três anos, a área colhida e a produtividade oscilaram, evidenciando tanto o potencial quanto os limites da cultura em território capixaba.
Em 2022, o estado registrou apenas 80 hectares colhidos, com produção de 200 toneladas e rendimento médio de 2.500 kg/ha. No ano seguinte, houve um salto significativo: a área plantada avançou para 1.000 hectares, resultando em 3.780 toneladas e produtividade média de 3.780 kg/ha — o melhor desempenho do período.
Já em 2024, o recuo na área (504 ha) e na produção (1.509 t) indica uma fase de reacomodação, embora o rendimento de 2.994 kg/ha permaneça dentro de padrões competitivos para regiões em consolidação.
A produção estadual é altamente concentrada. Pinheiros, no Norte do Espírito Santo, responde sozinho por 99,4% de tudo o que o estado colheu em 2024 — somando 1.500 toneladas. Iúna, na região do Caparaó, completa o quadro com 9 toneladas, o equivalente a 0,6% da produção.
O balanço evidencia que, apesar de ainda distante dos grandes polos sojícolas do país, o Espírito Santo dá sinais de que a cultura pode se firmar em nichos estratégicos, especialmente onde há disponibilidade de áreas mais planas e maior mecanização. O desafio agora é entender se a cultura seguirá em expansão ou permanecerá como alternativa pontual dentro do mosaico agrícola capixaba.






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