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A piscicultura capixaba voltou a ganhar ritmo em 2024. Depois de um período marcado por oscilações e retração, a produção estadual alcançou 7,07 milhões de quilos, o maior volume da série iniciada em 2014. O avanço representa uma recuperação contínua desde 2021, quando o setor registrou uma reversão importante após anos de queda.
Os dados mostram que o movimento recente é resultado de amadurecimento técnico e expansão de estruturas produtivas. A tilápia permanece como o carro-chefe da atividade. O valor da produção também avançou de maneira consistente: em 2024, a piscicultura movimentou R$ 68,4 milhões, consolidando dois anos consecutivos de forte crescimento econômico.
Entre os municípios, Linhares se mantém como o principal polo de tilápia do Espírito Santo, respondendo por 3,2 milhões de quilos da espécie em 2024. Na sequência aparecem Domingos Martins (1,41 milhão de quilos), Marechal Floriano (550 mil quilos), Guarapari (480 mil quilos) e Muniz Freire (260 mil quilos). Juntos, esses cinco municípios representam o núcleo mais competitivo da produção estadual.
A tilápia domina amplamente o perfil produtivo, com 7,03 milhões de quilos, seguida por espécies com volumes bem menores, como tambaqui (18 mil quilos), carpa (5,6 mil quilos), pirarucu (5,5 mil quilos), curimatã/curimbatá (2,1 mil quilos) e traíra/trairão (2,1 mil quilos). A forte concentração reforça a especialização do Espírito Santo na espécie que reúne maior demanda, melhor conversão alimentar e mercado consolidado.
Ao longo da década, os dados mostram uma queda na produção até 2020 e uma recuperação firme a partir de 2021. Depois de alcançar o pico de 7,9 milhões de quilos em 2014, os números foram caindo até 2019, quando chegaram a 3,9 milhões de quilos. A virada acontece em 2021, com a produção subindo para 4,7 milhões de quilos, e esse crescimento ganha força nos anos seguintes.
Camarão da Malásia
Se a piscicultura teve uma retomada, a produção de camarão gigante da Malásia registrou novo recuo em 2024 no Espírito Santo. O volume totalizou 11,35 mil quilos, abaixo dos 12,47 mil quilos registrados em 2023, mantendo a tendência de oscilação que marca a série histórica da última década. O valor da produção acompanhou a queda e fechou o ano em R$ 170 mil, resultado inferior ao registrado nos últimos anos e distante do desempenho mais expressivo da década, em 2014.
Os dados mostram que a criação da espécie vive uma trajetória irregular desde 2014, quando o estado produziu 67,6 mil quilos. Depois daquele pico, o setor enfrentou forte retração, chegando ao menor volume da década em 2016, com apenas 5,9 mil quilos. A atividade oscilou entre avanços moderados e recuos ao longo dos anos, mas não retomou patamares anteriores.
A distribuição geográfica da produção evidencia uma forte concentração em poucos municípios. Governador Lindenberg lidera com ampla margem, responsável por 7.500 quilos, o que representa 66,08% de toda a produção estadual. Em seguida aparece Ibiraçu, com 2.950 quilos (25,99%). Os demais municípios têm participação modesta: Alfredo Chaves contribuiu com 500 quilos (4,41%) e Marilândia com 400 quilos (3,52%).
A soma das quatro localidades concentra 100% da produção estadual, mostrando que o cultivo do camarão permanece restrito a pequenos polos produtivos, com baixo nível de expansão territorial e ainda distante de processos mais intensivos de tecnificação.
Apesar das oscilações, a continuidade do cultivo indica que há nichos de mercado que mantêm a atividade ativa, sobretudo em municípios onde produtores já dominam o manejo e contam com estrutura instalada.






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