Anuário do Agronegócio Capixaba

Produção de madeira em tora mantém ritmo elevado no Espírito Santo

Produção de madeira em tora alcançou 7,4 milhões de metros cúbicos em 2024, enquanto lenha e carvão vegetal mantiveram trajetória de queda no Espírito Santo

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Foto: divulgação

A produção de madeira em tora no Espírito Santo registrou forte recuperação nos últimos anos e atingiu seu maior volume em uma década. Em 2023, foram colhidos 7,6 milhões de metros cúbicos, quase 1,3 milhão de metros cúbicos acima do ano anterior, acompanhados de um salto expressivo no valor da produção, que alcançou R$ 977,6 milhões. Em 2024, o setor manteve ritmo elevado, com 7,4 milhões de metros cúbicos e receita de R$ 941,5 milhões, consolidando o desempenho após um histórico de oscilações.

Os dados mostram que, após o auge de 2014, quando o Espírito Santo produziu pouco mais de 6 milhões de metros cúbicos, a cadeia florestal passou por um período de retração entre 2015 e 2019, atingindo o ponto mais baixo em 2019, com 2,5 milhões de metros cúbicos. A partir de 2020, porém, o setor retomou força e ingressou em um ciclo de crescimento sustentado, impulsionado por investimentos em manejo, renovação de áreas plantadas e ampliação da demanda industrial.

A geografia da produção reflete o peso da região Norte na economia florestal capixaba. Em 2024, Conceição da Barra liderou o ranking estadual com 1,87 milhão de metros cúbicos, seguida por Aracruz, com 1,26 milhão. São Mateus aparece em terceiro, com 1,07 milhão, e Pinheiros e Linhares completam a lista dos municípios mais representativos, com 453 mil e 311 mil metros cúbicos, respectivamente. 

Produção de lenha segue em queda

A produção de lenha no Espírito Santo vem registrando retração contínua ao longo dos últimos dez anos, acompanhando mudanças no perfil energético e no uso industrial do recurso. Em 2014, o estado produzia 428,9 mil metros cúbicos, movimentando R$ 17,7 milhões. Desde então, os volumes caíram ano após ano, chegando a 112,4 mil metros cúbicos em 2024, o menor nível da série histórica. Apesar da redução expressiva, o valor da produção apresentou leve recuperação nos últimos anos, alcançando R$ 5,1 milhões em 2024, após um pico recente de R$ 5,4 milhões em 2023.

A queda mais acentuada ocorreu entre 2014 e 2019, quando a produção praticamente se reduziu à metade. A partir de 2020, o ritmo de retração diminuiu, com pequenas oscilações, mas sem retomada consistente dos volumes. 

Em 2024, Linhares liderou o ranking estadual com 10,4 mil metros cúbicos, seguido por Rio Bananal, com 6,9 mil. Barra de São Francisco aparece logo após, com 6,8 mil metros cúbicos, enquanto Alfredo Chaves e Aracruz completam a lista dos municípios mais representativos, com 6,7 mil e 6,6 mil metros cúbicos, respectivamente. 

Produção de carvão vegetal diminui

A produção de carvão vegetal no Espírito Santo registra uma trajetória de queda. Em 2014, o estado produzia 40,5 mil toneladas, movimentando R$ 24,3 milhões. Desde então, o volume caiu de forma progressiva até chegar a 15,8 mil toneladas em 2024, o menor patamar da série. O valor da produção, entretanto, oscilou sem seguir o mesmo ritmo de retração, alcançando R$ 20,9 milhões em 2024, número próximo ao observado em anos de maior oferta.

Em 2024, Jaguaré se firmou como o maior produtor estadual, com 4,4 mil toneladas, equivalente a 28% de toda a produção. Aracruz aparece em seguida, com 3,1 mil toneladas, representando praticamente 20% do total. São Mateus ocupa a terceira posição, com 2,3 mil toneladas, enquanto Linhares, com 1,5 mil, e Domingos Martins, com 800 toneladas, completam o grupo dos municípios mais representativos. Juntos, esses cinco polos respondem por mais de três quartos da produção capixaba.

Sobre o autor Fernanda Zandonadi Desde 2001, Fernanda Zandonadi atua como jornalista, destacando-se pelo alto profissionalismo e pela excelência na escrita de suas reportagens especiais. Tem um conhecimento aprofundado em agronegócio, cooperativismo e economia, com a habilidade de traduzir temas complexos em textos de grande impacto e relevância. Seu rigor e qualidade na apuração e narração de histórias do setor garantiram que seu trabalho fosse constantemente reconhecido pela crítica especializada, o que a levou a conquistar múltiplas distinções e reconhecimentos em premiações regionais e nacionais de jornalismo. Ver mais conteúdos

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