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A produção do abacaxi em 2020 teve uma leve queda em relação a 2019, mas se manteve dentro da média histórica. Com mais de 42 toneladas entregues no ano, o rendimento médio por hectare foi de 18,8 quilos. A área plantada, no ano, foi de 2.237 hectares. Marataízes se firma como o maior produtor capixaba, respondendo por 56,27% da safra, seguido de Presidente Kennedy (34,99%) e Itapemirim (5,9%).
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Nem mesmo a pandemia afetou o consumo, já que a venda direta garantiu o escoamento da safra. “O abacaxi não é dependente da merenda escolar, como outros frutos. A comercialização é direta e se dá por meio de vendedores em caminhões, o que gera um bom volume de venda. A polpa é muito vendida em supermercados e não sofreu impacto. E este ano, a produção foi boa ”, afirma Luiz Santos Caetano, pesquisador do Incaper.

Os preços, segundo Antônio Carlos Franco, extensionista do Incaper em Marataízes, tiveram elevação, o que sustentou a produção. “Tivemos elevação de preços e a pandemia não impactou a produção. Os agricultores assumiram os riscos e continuaram a plantar. Além disso, a demanda aumentou por conta da alimentação em casa. Muitas pessoas passaram a comprar mais insumos alimentares e a preparar as próprias refeições. No entanto, o aumento do preço de adubos e defensivos gera a possibilidade de impacto na próxima safra ”, avalia.
Qualidade
A maior parte do abacaxi chega ao consumidor por meio dos vendedores, em caminhões, que vão de cidade em cidade oferecendo o produto. Tanto que a venda na Ceasa (Centrais de Abastecimento do Espírito Santo) responde por uma fatia pequena na saída. E o produtor, de olho no consumidor final, está trabalhando para gerar frutos com mais qualidade.
“Há esse trabalho com a melhoria da produção e qualidade dos frutos, já que ele é vendido diretamente para o consumidor. É um processo diferente e necessário, já que o fruto que vai para a indústria não exige tanta qualidade e perfeição ”, explica Caetano.
O manejo de doenças e o lançamento de novas variedades de abacaxi ajudam nesse processo de aumento de produção com qualidade de frutos. Além disso, a capacitação de técnicos e agricultores mostra-se essencial para o fomento e a melhoria da cultura no Estado. Nem mesmo a pandemia mudou esse quadro. Com o impedimento de eventos presenciais, por conta do coronavírus, em novembro o Incaper promoveu cursos de capacitação sobre o abacaxi e outras culturas importantes no Estado.
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“Com as regras de distanciamento social e trabalho remoto, organizamos capacitações, inicialmente, apenas para os servidores. Agora elas abrangem agricultores, estudantes e técnicos de outras instituições. A interatividade com o público atendido mudou, são novas formas de atendimento que não substituem o presencial, mas que agregam para o conhecimento técnico e já fazem parte da rotina do Incaper ”, afirmou a gerente de Transferência, Tecnologia e Conhecimento do Incaper, Vanessa Borges.





