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O mamão capixaba experimenta altos e baixos. Mas, em tempos de pandemia e dólar alto, o fruto foi uma bela surpresa para os produtores. A produção atingiu as 439 mil toneladas em 2020, acima das 403 mil toneladas de 2019, que já havia sido um bom ano para o cultivo. O rendimento médio foi de mais de 60 mil quilos por hectare e a área colhida também aumentou de 6,8 para 7,3 hectares.
Os municípios maiores produtores capixabas são Pinheiros, que responde por 24,30% do que foi colocado no mercado, seguido de Pedro Canário (15,37%) e Linhares (14,88%). Já o maior exportador é Linhares, que escoa também parte da produção da Bahia, Estado maior produtor do Brasil.

“O Espírito Santo é o segundo maior produtor e é o maior exportador do país. Com o dólar alto, os agricultores apostam mais no cultivo, há um estímulo para cuidar das lavouras”, avalia o pesquisador do Incaper, Renan Batista Queiroz.
E esse domínio sobre o que a lavoura produz é reflexo de anos de trabalho no manejo das plantas. Na prática, se o agricultor observa que há demanda no mercado, ele investe na plantação e obtém muitos e bons frutos. “Os produtores conseguem fazer esse trabalho pois já conhecem bem como trabalhar com as plantas”, salienta Queiroz.
Um mamoeiro produz por, aproximadamente dois anos. Mas não é uma cultura fácil, pois há muitas pragas e doenças que podem devastar a plantação. O cuidado nutricional é importantíssimo, assim como a forma de colheita dos frutos e o manejo no pós-colheita. Então, para que valha a pena colocar os frutos no mercado, é preciso ter bom preço.
“Por exemplo, quando o preço de mercado está muito baixo, não compensa fazer a adubação, pois o valor gasto nos insumos não retorna para o produtor. Já com o dólar alto, vale a pena adubar mais, manter a roça por mais tempo. Compensa”, finaliza Queiroz.






