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O mamão registrou nova valorização nas principais regiões produtoras do país, impulsionado pela menor oferta de frutas de boa qualidade. A escassez desse padrão tem mantido as cotações atrativas, sobretudo aos produtores que conseguem entregar lotes com bons calibres e menos incidência de doenças. No sentido oposto, mamocultores que colhem frutos menores e com maior presença de problemas fitossanitários enfrentam preços até 50% inferiores aos pagos pela fruta de melhor qualidade.
Entre 1º e 5 de dezembro, colaboradores do Hortifrúti/Cepea no Norte do Espírito Santo apontaram que o havaí 12-18 foi comercializado a R$ 3,00 por quilo, incremento de 30% frente à semana anterior. No Sul da Bahia, o cenário também foi de alta: o formosa atingiu média de R$ 3,91 por quilo, avanço de 8%.
As chuvas acima do esperado influenciaram diretamente a oferta e a qualidade das frutas nas duas regiões. Além de retardarem a maturação, as condições climáticas favoreceram o surgimento de manchas fisiológicas e de antracnose, reduzindo o volume de mamões aptos ao mercado mais exigente.





