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Cinco barragens públicas estão em diferentes fases de execução no Espírito Santo, compondo um dos maiores ciclos recentes de investimentos em reservatórios voltados ao abastecimento rural e à segurança hídrica. As obras abrangem municípios do Sul, Norte, Centro e Litoral do estado, com estruturas que variam de pequeno a grande porte e que devem ampliar a capacidade de armazenamento de água para comunidades rurais e atividades agropecuárias.
A Barragem Ribeirão Floresta, localizada em Burarama, Cachoeiro de Itapemirim, foi concluída em outubro. Com investimento de R$ 1,8 milhão, o reservatório tem capacidade de 25,6 mil metros cúbicos e área alagada de 1,44 hectare. A estrutura aguarda o período de enchimento para ser inaugurada.
Outra obra avançada é a Barragem São Dalmácio, em São Roque do Canaã, realizada em convênio com o município. O investimento chega a R$ 8,2 milhões, com capacidade de 183,4 mil metros cúbicos e área alagada de 12,23 hectares. A entrega está prevista para dezembro.
No litoral Norte, a Barragem do Rio Piraqueaçu, em Aracruz, segue em execução como uma das maiores obras do conjunto. Construída em concreto armado e orçada em R$ 38,2 milhões, a estrutura terá capacidade para armazenar 1,02 milhão de metros cúbicos de água, ocupando área de 29,21 hectares. A previsão é de conclusão no primeiro trimestre de 2026.
Também em construção, a Barragem de Itabaiana, em Mucurici, recebe investimento de R$ 6 milhões. A capacidade do reservatório será de 723,6 mil metros cúbicos, com área alagada de 19,1 hectares. A finalização está prevista para março do próximo ano.
Em João Neiva, a Barragem do Córrego Barce está na etapa inicial das obras. O investimento é de R$ 2,02 milhões, com capacidade projetada de 47,6 mil metros cúbicos e área alagada de 1,73 hectare. A entrega é esperada para abril de 2026.
As intervenções integram o Programa Estadual de Barragens Públicas, executado pelo Governo do estado por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). Segundo o secretário Enio Bergoli, a ampliação dessas estruturas é estratégica para enfrentar períodos de estiagem e garantir previsibilidade produtiva no campo.
“As barragens são fundamentais para garantir água, estabilidade produtiva e segurança hídrica às comunidades rurais. Esses investimentos atendem diretamente os agricultores e fortalecem a capacidade do estado de enfrentar períodos de estiagem de forma estruturada”, afirmou.




