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O mercado de feijão carioca apresentou reação parcial na semana passada, impulsionado pela retomada das negociações por parte dos compradores. O movimento foi mais intenso nos lotes de melhor qualidade, com nota 9 ou superior, que seguem mais disputados no mercado.
Segundo pesquisadores do Cepea, os produtores tentam elevar os preços, mas enfrentam limitações impostas pela oferta restrita desses grãos e pela dificuldade de repassar novos aumentos ao varejo. Esse cenário tem reduzido o espaço para avanços mais consistentes nas cotações, mesmo diante da procura mais ativa.
No caso do feijão preto, o comportamento foi diferente. As cotações continuam em queda, pressionadas pela proximidade da segunda safra, que amplia a expectativa de maior oferta no mercado e enfraquece a sustentação dos preços no campo.
No consumo, porém, os reajustes registrados no início do ano ainda seguem sendo repassados ao varejo. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo mostram que, em março, houve alta nas duas variedades acompanhadas.
O feijão carioca registrou valorização de 15,40% no mês e acumulou alta de 27,73% em 12 meses. Já o feijão preto subiu 7,12% em março, em um movimento que sinaliza recuperação parcial diante da queda acumulada de 13,95% no período de 12 meses.
O cenário mostra um mercado dividido entre a reação pontual do feijão carioca, sustentada pela demanda por qualidade, e a pressão sobre o feijão preto, influenciada pela entrada da nova safra. Nos próximos dias, o comportamento da oferta e a capacidade de repasse ao varejo devem seguir no centro das atenções do setor.




