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O fortalecimento do produtor rural está no centro da estratégia de desenvolvimento do agro capixaba. No Espírito Santo, os avanços registrados nos últimos anos mostram que as ações do Governo do Estado vêm criando condições para que agricultores e pecuaristas tenham mais acesso a crédito, infraestrutura, tecnologia, sustentabilidade, assistência técnica e valorização de seus produtos.
Esse conjunto de iniciativas tem impacto direto na vida de quem vive no campo. Quando o produtor encontra estradas em melhores condições, crédito disponível, orientação técnica, ferramentas de sustentabilidade, irrigação eficiente e políticas de valorização da origem, ele consegue trabalhar com mais segurança, ampliar a produção, reduzir perdas, melhorar a renda e permanecer na atividade com mais dignidade.
Os resultados aparecem nos números. O Espírito Santo lidera a produção nacional de gengibre, café conilon, pimenta-do-reino e mamão. Também está entre os principais produtores de café total, café arábica e cacau. Essa posição de destaque é reflexo da força dos produtores capixabas, mas também de um ambiente institucional que tem buscado apoiar as cadeias produtivas, ampliar investimentos e criar instrumentos para o crescimento do setor.
Na cafeicultura, uma das principais bases da economia rural capixaba, o estado mantém protagonismo nacional. O Espírito Santo responde por cerca de dois terços da produção brasileira de conilon e também tem presença importante no arábica, especialmente nas regiões de montanha. A expectativa de crescimento da safra reforça a importância de políticas que deem suporte à produção, da assistência técnica ao acesso a financiamento.
O crédito rural é uma das frentes mais importantes desse processo. Entre 2019 e 2025, o valor aplicado no Espírito Santo passou de R$ 2,05 bilhões para R$ 9,48 bilhões, enquanto o número de operações também aumentou. Esse avanço mostra que mais produtores passaram a ter acesso a recursos para custeio, investimento, modernização de propriedades, compra de insumos, irrigação, máquinas e melhoria da estrutura produtiva.
O Plano de Crédito Rural 2025/26, lançado pelo governo do estado, reforça essa política ao projetar a ampliação do financiamento ao setor agropecuário. A iniciativa busca dar previsibilidade ao produtor e estimular investimentos em diferentes cadeias. Entre as medidas apresentadas, está o financiamento para pequenas barragens, voltado à segurança hídrica, uma pauta essencial para quem depende da água para produzir.
Na agricultura familiar, os avanços também são expressivos. Entre julho de 2025 e abril de 2026, foram contratados R$ 2,58 bilhões no Espírito Santo, crescimento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior. Foram R$ 324,6 milhões a mais em crédito, com aumento no número de operações. Na prática, isso significa mais famílias com acesso a recursos para manter e melhorar suas atividades no campo.
A infraestrutura rural é outra frente decisiva. Programas de melhoria de estradas e calçamento rural ajudam a reduzir perdas, encurtar distâncias, facilitar o escoamento da produção e melhorar a ligação entre propriedades, comunidades, cooperativas, agroindústrias, mercados e portos. Para o produtor, logística eficiente significa menos custo, mais qualidade no produto entregue e mais competitividade.
As ações em inovação e sustentabilidade também mostram uma mudança importante na forma de apoiar o campo. O avanço da irrigação localizada, como gotejamento e microaspersão, demonstra que o Espírito Santo vem incentivando sistemas mais eficientes no uso da água. Isso permite produzir com mais racionalidade, reduzir desperdícios e fortalecer a capacidade das propriedades de enfrentar períodos de seca.
Na pecuária leiteira, o Currículo Mínimo de Sustentabilidade da Pecuária Leiteira Capixaba representa uma ferramenta inédita para orientar produtores e técnicos. A iniciativa cria parâmetros econômicos, sociais e ambientais para avaliar propriedades, identificar gargalos e melhorar a gestão. Ao transformar sustentabilidade em orientação prática, o governo do estado contribui para que o produtor tenha mais clareza sobre os caminhos para tornar sua atividade mais eficiente e competitiva.
A valorização do produtor também passa pelo reconhecimento da identidade territorial. As indicações geográficas fortalecem produtos ligados à origem, à tradição e à qualidade, como cafés especiais, conilon, cacau, socol, inhame e pimenta-rosa. Esse tipo de reconhecimento agrega valor, amplia a visibilidade dos produtores, fortalece o turismo rural e abre novas possibilidades de mercado.
Outro ponto importante é a diversidade produtiva capixaba. Embora o café seja a principal base do agro estadual, o Espírito Santo reúne cadeias importantes como pimenta-do-reino, gengibre, mamão, banana, cacau, leite, ovos, aves, pescado, aquicultura e hortaliças. Essa diversidade permite que políticas públicas alcancem diferentes regiões e perfis de produtores, fortalecendo a economia rural de forma mais ampla.
O crescimento do PIB da agropecuária reforça o impacto desse trabalho. Entre 2019 e 2023, o setor passou de R$ 4,15 bilhões para R$ 9,36 bilhões, alta de 125,4% em valores correntes.
A agropecuária cresceu mais que a economia estadual no período e ampliou sua participação no PIB do Espírito Santo, mostrando que os investimentos no campo geram retorno para todo o estado.





