Mais lidas 🔥

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 10 de agosto

Pesquisa científica
Estudo encontra anomalias em 60,5% dos peixes analisados no norte do ES

Cafeicultura sustentável
Estudo mostra como práticas simples podem tornar cafezais mais sustentáveis

Café especial
Família de Mimoso do Sul cria linha de cafés especiais inspirada na história dos produtores

Café 2027/2028
Colheita de café chega ao fim e atenções já se voltam para a safra 2027/28

O agronegócio do Espírito Santo fechou 2025 com US$ 3,21 bilhões (R$ 17,2 bilhões) em exportações, registrando o segundo maior valor da série histórica do Estado. Em volume, foram 2,4 milhões de toneladas embarcadas para 133 países. O setor respondeu por 30,7% de todas as exportações capixabas no ano.
Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024 — um ano considerado excepcional e fora da curva —, o resultado confirma a solidez e a competitividade internacional do agro capixaba em um cenário global mais desafiador, marcado pelo tarifaço norte-americano e por ajustes de mercado.
Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações do agro, com 20,5% de participação (US$ 658,3 milhões), seguidos por Turquia, com 7,3% (US$ 235,5 milhões), e México, com 5,6% (US$ 178,7 milhões).
Para o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o desempenho de 2025 deve ser analisado à luz do ciclo excepcional vivido no ano anterior.
“O ano de 2025 foi bom para o agronegócio capixaba, mesmo em um ambiente mais desafiador e com os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos. Viemos de 2024, que foi um ano fora da curva, o melhor da nossa história, muito influenciado pela antecipação de compras de café, especialmente pela União Europeia, e pelos recordes de preços no mercado internacional. Partindo de um patamar tão elevado, é natural algum ajuste, mas os números de 2025 mostram que o agro do Espírito Santo segue forte, competitivo e diversificado”, destacou.
O resultado de US$ 3,21 bilhões em 2025 confirma que o Espírito Santo opera hoje em um novo patamar estrutural de exportações do agro, sustentado por produtos tradicionais, como café e celulose, e por uma carteira crescente de itens de maior valor agregado e nicho de mercado, entre eles pimenta-do-reino, gengibre, mamão, ovos, carnes e pescados.
Mesmo após um 2024 excepcional, o desempenho de 2025 evidencia a capacidade do setor de absorver choques externos, manter mercados e avançar em segmentos estratégicos, reforçando a resiliência e a sofisticação da pauta exportadora do agronegócio capixaba.
Estrutura da pauta exportadora do agro capixaba
- Café e derivados – US$ 1,79 bilhão (55,7%)
- Celulose – US$ 862,6 milhões (26,9%)
- Pimenta-do-reino – US$ 347,2 milhões (10,8%)
- Gengibre – US$ 40,4 milhões (1,3%)
- Carne bovina – US$ 37,5 milhões (1,1%)
- Mamão – US$ 29,4 milhões (0,9%)
- Chocolates e preparados de cacau – US$ 18,6 milhões (0,6%)
- Álcool etílico – US$ 13,1 milhões (0,4%)
- Ovos – US$ 8,4 milhões (0,3%)
- Peixes – US$ 7,0 milhões (0,2%)
Outros diversos produtos somaram 57,2 milhões de dólares (1,8%).
Pimenta-do-reino bate recorde em valor
O grande destaque de 2025 foi a pimenta-do-reino, que cresceu 113% em valor e 58% em volume, atingindo US$ 347 milhões, o maior valor da história do produto no Estado. O Espírito Santo respondeu por 69% de todas as exportações brasileiras de pimenta, consolidando sua liderança nacional.
Produtos com crescimento expressivo
Mesmo em um ano de ajuste após o pico de 2024, vários segmentos apresentaram expansão relevante:
- Ovos: +1.275% em valor e +762% em volume
- Carne bovina: +38% em valor e +17% em volume
- Café solúvel: +28% em valor
- Mamão: +14% em valor e volume
- Pescados: +1% em valor e +10% em volume
- Gengibre: +8% em volume
O Espírito Santo também liderou a exportação nacional de diversos produtos como gengibre (60%), mamão (40%) e pimenta-do-reino (69%), que tiveram o Estado respondendo pela maior parte das exportações brasileiras.




