Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

Em audiência pública realizada na terça (10), na Câmara dos Deputados, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que o setor agropecuário é o que menos recebe subsídios tributários do Governo Federal.
Em 2017, o agro correspondeu a 13,8% dos subsídios da União. Já a indústria representou 16,2% e o setor de comércio e serviços 70%.
O assunto foi tema da comissão especial, que analisa propostas que tratam da concessão de subsídios tributários, financeiros e creditícios. O debate foi proposto pelo presidente do colegiado, deputado Marcelo Ramos (PL-AM).
O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, foi um dos expositores da audiência e apresentou um estudo da entidade sobre o assunto. O documento também traz uma comparação com os subsídios de outros países.
“O percentual do apoio recebido pelos produtores rurais brasileiros ainda é baixo se comparado aos principais competidores. Eles recebem como subsídios, apenas 4,6% do total produzido, enquanto os produtores europeus recebem 19,2% e os americanos 10,6% ”, disse.

Com relação à modalidade de gastos tributários, Renato informou que dos R$ 33,19 bilhões de desonerações à agropecuária, R$ 18 bilhões estão concentrados em PIS/PASEP, que incide sobre a comercialização das mercadorias, e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) da Cesta Básica.
“A agropecuária é a menos beneficiada com desonerações tributárias. Esses R$ 18 bilhões (54%) de subsídios não beneficiam o produtor rural diretamente, mas sim, os consumidores, a indústria e o comércio ”.
Por fim, o representante da CNA destacou que o agro também é o setor que menos recebe subsídios implícitos, ou seja, é o setor que menos impacta a alta de juros implícitos da Dívida Pública (19,4%).




