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O Brasil se consolidou como uma das maiores referências mundiais na produção de florestas plantadas, e o eucalipto ocupa posição estratégica nesse cenário, abastecendo indústrias de celulose, papel, painéis, energia, biomassa, siderurgia e diversos outros segmentos da economia.
Em um momento em que o setor enfrenta novos desafios relacionados às mudanças climáticas, à competitividade e às exigências de sustentabilidade, especialistas de todo o país estarão reunidos em Salvador (BA) para discutir os caminhos da silvicultura brasileira.
Entre os dias 12 e 14 de agosto de 2026, será realizada a sexta edição do Congresso Brasileiro de Eucalipto (CBE), considerado um dos principais fóruns nacionais voltados à inovação tecnológica, atualização técnica e integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva florestal.
O evento é promovido pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro), em parceria com a Associação Baiana de Empresas de Base Florestal (ABAF) e a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB).
Mais do que um encontro técnico, o congresso busca aproximar pesquisadores, empresas, produtores, instituições de ensino, órgãos públicos, consultores e profissionais do setor para discutir soluções capazes de fortalecer a competitividade da silvicultura brasileira diante das novas demandas do mercado nacional e internacional.
Um setor cada vez mais estratégico
De acordo com dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), o Brasil possui aproximadamente 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas, sendo que o eucalipto representa cerca de 76% dessa área.
Essas florestas são responsáveis por mais de 90% da madeira utilizada para fins industriais no país, reduzindo a pressão sobre as florestas nativas e garantindo matéria-prima renovável para diversos segmentos produtivos.
Além da relevância econômica, o setor vem ampliando sua contribuição ambiental por meio do sequestro de carbono, da recuperação de áreas degradadas, da produção de biomassa para geração de energia renovável e da adoção crescente de tecnologias voltadas à sustentabilidade.
Entretanto, a expansão da atividade também exige respostas para desafios como eventos climáticos extremos, modernização da infraestrutura logística, maior eficiência operacional, inovação genética, mecanização, avanços em pesquisa e aperfeiçoamento dos processos de licenciamento ambiental.
Esses temas estarão entre os principais debates do congresso.
Espaço para conhecimento e inovação
A programação reunirá palestras, painéis e apresentações técnico-científicas abordando temas relacionados à produção florestal, manejo, melhoramento genético, irrigação, mecanização, colheita, logística, qualidade da madeira, biotecnologia, economia florestal, legislação, produtos florestais, processamento industrial e inovação tecnológica.
O evento também contará com apresentação de trabalhos científicos, fortalecendo a aproximação entre universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo, estimulando a difusão de novas tecnologias e soluções aplicáveis ao campo.
Público diversificado
A expectativa da organização é reunir cerca de 200 participantes, entre empresários, produtores rurais, engenheiros florestais, agrônomos, pesquisadores, professores, estudantes, consultores, extensionistas, gestores públicos e representantes das indústrias de base florestal.
O congresso também se destina a profissionais ligados aos segmentos de celulose e papel, móveis, energia, carvão vegetal, logística e demais cadeias que utilizam a madeira de florestas plantadas como matéria-prima.
Oportunidade para ampliar conexões
Além da atualização técnica, o Congresso Brasileiro de Eucalipto se consolida como um ambiente para geração de negócios, fortalecimento de parcerias institucionais e intercâmbio de experiências entre empresas, pesquisadores e produtores de diferentes regiões do país.
Em um cenário em que sustentabilidade, produtividade e inovação caminham lado a lado, encontros como esse contribuem para impulsionar uma atividade cada vez mais estratégica para o agronegócio brasileiro e para a economia de baixo carbono.
As inscrições permanecem abertas e podem ser realizadas no site oficial do evento.






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