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O Rio Grande do Sul registrou 56 mortes devido às fortes chuvas. De acordo com boletim da Defesa Civil, 281 municípios foram afetados deixando 8.296 pessoas em abrigos e 24.666 cidadãos desalojados. O número de desaparecidos chega a 67. Há ainda 74 feridos. Além da tragédia das perdas de vidas, muitos moradores já relatam escassez de água e alimentos por conta da interrupção do abastecimento. Várias estradas foram danificadas e há áreas onde é praticamente chegar por via terrestre.
Joelma Vieira é contadora e mora na parte alta do Centro de Porto Alegre e relata como tem sido os últimos dias na cidade inundada. “Já começamos a sentir, um pouco, a escassez de alimento. Já estamos desde 24 de abril com chuvas, vários mercados estão alagados, eventos cancelados. Eu moro no Centro de Porto Alegre, mas na parte mais alta. Mas se você descer mais próximo do rio, tá tudo alagado, mercado público, museu. Estamos com uma previsão de o Lago Guaíba subir”.
Joelma explica que o motivo de parte da cidade estar debaixo d’água é por conta da enorme quantidade de água que está descendo das Serras Gaúchas. “Nós temos o chamado Delta do Jacuí, quer dizer, todos os rios da serra passam pelo Vale do Taquari e desaguam aqui. Já estouraram duas comportas que temos de contenção da água do rio, inclusive aqui no centro. Por isso o alagamento no mercado público, prefeitura, prédio dos Correios. Parte do Centro e do Menino Deus, que é um bairro ao lado, são aterros, por isso mais suscetíveis à inundação. Então, quando a água vem com força, entra pela cidade adentro. A última enchente, que não tem a proporção, nem o tamanho dessa, foi em 1941. A gente tem a parte de turismo, de restaurantes na orla. Isso tudo foi inundado. Tudo que o rio contorna, Ipanema, está lagado. Farmácias fechadas, os serviços essenciais, eles já estão começando a faltar. Porque as pontes estão arrebentadas, tá tudo quebrado”, conta.





