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A possibilidade de um El Niño muito forte no fim de 2026 já aparece no radar da NOAA, agência meteorológica dos Estados Unidos. Em seu boletim mais recente sobre a evolução do ENSO, o órgão aponta que o fenômeno deve voltar nos próximos meses e informa que, entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, há 25% de chance de um evento muito forte, mesmo percentual atribuído às categorias forte e moderada.
A projeção marca uma mudança importante no comportamento recente do Pacífico. No momento, segundo a NOAA, as condições são neutras, em um cenário classificado como “aviso final de La Niña” e “vigília de El Niño”. O boletim indica que entre maio e julho, o El Niño passa a ser o cenário mais provável, com 61% de chance de se estabelecer e persistir ao menos até o fim do ano.
Os dados apresentados pela NOAA mostram que a transição vem sendo sustentada por sinais de aquecimento no oceano. O relatório informa que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial estão próximas ou abaixo da média no setor centro-leste, mas já há anomalias positivas no extremo leste e também nas áreas próximas à Linha Internacional de Data. Ao mesmo tempo, as águas abaixo da superfície se aqueceram nos últimos dois meses no Pacífico equatorial centro-leste, indicando fortalecimento do sinal quente no sistema oceânico.
Outro ponto destacado pelo boletim é que o conteúdo de calor no oceano superior está acima da média, condição frequentemente associada ao desenvolvimento de episódios quentes do ENSO. No quadro probabilístico de intensidade, a agência mostra que o segundo semestre concentra a maior incerteza sobre a força do fenômeno, mas também os sinais mais relevantes de intensificação. Para o período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, as categorias moderada, forte e muito forte aparecem empatadas, com 25% de probabilidade cada uma, enquanto a chance de manutenção da neutralidade fica próxima de 10%.
Embora o boletim não detalhe os efeitos esperados para o Brasil, a perspectiva de um El Niño muito forte amplia a atenção do setor meteorológico e de atividades diretamente dependentes do clima, como a agricultura. Episódios intensos do fenômeno costumam influenciar o padrão de chuvas, as temperaturas e a ocorrência de extremos em diferentes partes do planeta, o que torna os próximos meses decisivos para acompanhar a consolidação ou não desse cenário.





