Mais lidas 🔥

Ventos costeiros
Inmet emite aviso de vendaval para 31 cidades do Espírito Santo; veja os municípios em alerta

Venda Nova do Imigrante
Festa da Polenta não será realizada este ano

Identidade capixaba
Feira dos Municípios 2026 destaca cultura dos 78 municípios do ES

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 11 de maio

Cultura e tradição
Entrada gratuita: Expo Gengibre 2026 começa nesta sexta no ES

A possibilidade de um El Niño muito forte no fim de 2026 já aparece no radar da NOAA, agência meteorológica dos Estados Unidos. Em seu boletim mais recente sobre a evolução do ENSO, o órgão aponta que o fenômeno deve voltar nos próximos meses e informa que, entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, há 25% de chance de um evento muito forte, mesmo percentual atribuído às categorias forte e moderada.
A projeção marca uma mudança importante no comportamento recente do Pacífico. No momento, segundo a NOAA, as condições são neutras, em um cenário classificado como “aviso final de La Niña” e “vigília de El Niño”. O boletim indica que entre maio e julho, o El Niño passa a ser o cenário mais provável, com 61% de chance de se estabelecer e persistir ao menos até o fim do ano.
Os dados apresentados pela NOAA mostram que a transição vem sendo sustentada por sinais de aquecimento no oceano. O relatório informa que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial estão próximas ou abaixo da média no setor centro-leste, mas já há anomalias positivas no extremo leste e também nas áreas próximas à Linha Internacional de Data. Ao mesmo tempo, as águas abaixo da superfície se aqueceram nos últimos dois meses no Pacífico equatorial centro-leste, indicando fortalecimento do sinal quente no sistema oceânico.
Outro ponto destacado pelo boletim é que o conteúdo de calor no oceano superior está acima da média, condição frequentemente associada ao desenvolvimento de episódios quentes do ENSO. No quadro probabilístico de intensidade, a agência mostra que o segundo semestre concentra a maior incerteza sobre a força do fenômeno, mas também os sinais mais relevantes de intensificação. Para o período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, as categorias moderada, forte e muito forte aparecem empatadas, com 25% de probabilidade cada uma, enquanto a chance de manutenção da neutralidade fica próxima de 10%.
Embora o boletim não detalhe os efeitos esperados para o Brasil, a perspectiva de um El Niño muito forte amplia a atenção do setor meteorológico e de atividades diretamente dependentes do clima, como a agricultura. Episódios intensos do fenômeno costumam influenciar o padrão de chuvas, as temperaturas e a ocorrência de extremos em diferentes partes do planeta, o que torna os próximos meses decisivos para acompanhar a consolidação ou não desse cenário.





