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Uma onda de frio histórica atingiu o Hemisfério Norte em meados de fevereiro deste ano. As nevascas causaram mortes e muito transtorno para a população, como falta de água, energia e aquecimento. Mas as perguntas são: o que acontece na “metade de cima ” do planeta pode influenciar o clima do Hemisfério Sul nos próximos meses, mais precisamente do Espírito Santo? Teremos um outono/inverno mais frio do que o normal do lado de baixo do Equador? E as chuvas, continuarão?
Segundo o coordenador de Meteorologia do Incaper, Hugo Ramos, o fato de ter sido um inverno muito rigoroso no Norte do planeta não significa que acontecerá o mesmo por aqui. “Não há apontamento que mostre que a tendência será um inverno mais frio ou rigoroso, com mais massas de ar polar na região Amazônica, ou mais eventos de nevasca no Sul do país. E, no Espírito Santo, como estamos na porção oriental, são poucos os efeitos que serão observados. A não ser que várias frentes passem pelo Estado. Mesmo assim, quando elas alcançam o Espírito Santo, não geram uma queda tão grande de temperatura ”, salientou.
Em relação às chuvas, que tanto castigaram o Estado nos últimos dias, a tendência é que fiquem menos frequentes, o que é um comportamento normal para o outono, mas sem seca. “Muitos estão associando o padrão oceânico atual a uma tendência de seca no Espírito Santo. Mas, na última semana, emitimos um boletim de que março seria de chuvas normais. Se falarmos no outono, de abril até junho, também esperamos que o comportamento seja normal de chuvas. Claro, com diminuição gradativa, ou seja, um abril mais chuvoso, mas maio e junho com redução. Em relação às temperaturas, também esperamos que seja um período com média normal ”.





