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A cafeicultura brasileira acaba de ganhar três novas cultivares/genótipos de café Conilon/Robusta. Desenvolvidas pelo Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes/Ufes) e registradas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as cultivares ampliam as alternativas tecnológicas para a cafeicultura.
Entre os novos registros está a cultivar Caxixe, composta por cinco genótipos adaptados a condições de baixa temperatura. Os estudos foram realizados na região de Caxixe, em Venda Nova do Imigrante, a cerca de 1.100 metros de altitude, em parceria com o Grupo Khas e com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).
Outro destaque é a cultivar Aimorés, formada por seis genótipos desenvolvidos para as condições do leste de Minas Gerais. Os ensaios foram conduzidos no município de Aimorés, em parceria com produtores rurais, a Emater-MG e a Fapes.
Já a cultivar Leve L80 se destaca por apresentar baixo teor de cafeína, com 1,33 grama por 100 gramas de café, cerca de 30% abaixo da média observada em outros materiais da espécie. O genótipo deve ser cultivado em conjunto com outros materiais para garantir a polinização adequada e foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também com apoio da Fapes.
O professor Fábio Luiz Partelli, coordenador dos projetos, explica que os novos materiais representam avanços inéditos para a cafeicultura nacional.

“Esses genótipos e cultivares são inéditos para regiões de altitude do Espírito Santo, representam a primeira cultivar de conilon desenvolvida para o estado de Minas Gerais e também a primeira cultivar registrada com baixo teor de cafeína, trazendo diversas contribuições para a sociedade”, destaca.
O pesquisador ressalta ainda que os trabalhos fazem parte de pesquisas mais amplas, que resultam em publicações científicas de impacto nacional e internacional, além de contribuírem para a formação de estudantes de iniciação científica, mestres e doutores.
Ainda de acordo com Partelli, a expectativa é que, neste ano, sejam solicitados mais dois registros de cultivares, envolvendo genótipos híbridos e de porte alto para o Espírito Santo e a Bahia. Os resultados deverão ser apresentados durante o 15º Simpósio do Produtor de Conilon, promovido pela Ufes em São Mateus, no dia 26 de novembro de 2026.
As novas cultivares possuem identificação específica dos clones que as compõem, e os produtores interessados poderão obtê-las por meio de viveiristas credenciados da região.
Com os novos registros, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) passa a contar com dez cultivares de café registradas pelo Mapa. A universidade é a única instituição de ensino superior do Brasil a coordenar registros de cultivares de café.





