Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau
O deputado Doutor Hércules (MDB) apresentou o Projeto de Lei (PL) 351/2020 que proíbe o plantio de tabaco em todo o estado do Espírito Santo. Na justificativa da matéria, o parlamentar cita que o cultivo de fumo, em toda a sua cadeia, afeta o ar, o solo, a água e ainda causa desmatamento.

Conforme explica, o principal impacto ambiental decorrente desse tipo de cultivo é a contaminação do ar, porque a aplicação de agrotóxicos expõe não apenas o trabalhador, mas todo o entorno, já que ele é pulverizado e carregado pelo vento.
Além disso, diz Hércules, a queima de madeira para secagem das folhas provoca a contaminação do ar pela emissão de partículas tóxicas. “Ocorre também a contaminação dos córregos, rios, do solo com o uso de agrotóxicos na lavoura”, alerta.
O deputado acrescenta que para obter safras cada vez melhores os plantadores de fumo usam agrotóxicos em grande quantidade, piorando a situação e causando danos à saúde dos agricultores e ao ecossistema.
Os agrotóxicos podem permanecer no ambiente e, somados à monocultura do fumo, ocasionar empobrecimento do solo, além de contaminação de lençóis freáticos.
O deputado alerta ainda que um outro problema é o desmatamento, pois florestas inteiras são devastadas para alimentar os fornos à lenha que secam as folhas do fumo antes de serem industrializadas.
A retirada de árvores nativas e sua substituição por árvores de reflorestamento causam danos ao ecossistema. Além disso, filtros de cigarros atirados em lagos, rios, mares, florestas e jardins demoram em torno de cinco anos para se degradarem.
Se a proposta se tornar lei o dispositivo entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial do Espírito Santo.
O PL passará pelo crivo das comissões permanentes de Justiça, Agricultura, Saúde e Finanças antes de ser votado pelos deputados em plenário.




