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A superintendente de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Lígia Dutra, falou sobre as vantagens do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia para o Brasil em audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, nesta terça (20).
“O acordo vai trazer uma melhor inserção do Brasil no mercado internacional, que ainda é muito pequena. O agro precisa de mercados e o Brasil era muito fechado. Por isso, esse acordo proporcionará abertura comercial para diversas cadeias que a gente ainda não exporta”, afirmou.
Segundo Lígia, é necessário que o País faça sua parte para entender melhor o acordo e promova ações para reduzir o custo Brasil como a reforma tributária, além de desenvolver o setor de infraestrutura.
“Precisamos preparar nossas cadeias porque essa não é uma abertura apenas porque somos liberais. Precisamos fazer nosso dever de casa e o acordo nos dá tempo para fazermos isso, para a economia se adaptar. E para isso precisamos trabalhar juntos, tanto o setor privado quanto o governo”, destacou.
Lígia ressaltou que as principais cadeias com potencial de exportação para a União Europeia são: lácteos, café, flores, frutas e hortaliças, apicultura, ovinos e caprinos, pesca e aquicultura.
“Os acordos internacionais são um caminho que não tem volta. Temos tudo no Brasil, só precisamos ter uma conjunção de esforços para melhorar a produtividade e isso se faz com assistência técnica, porque esse é um dos caminhos para melhorar a produtividade e trazer rentabilidade para o produtor”,disse.
“Precisamos de novos mercados para nossos produtos. Por isso é necessário preparar o produtor e as indústrias para esse desafio e para outros mercados que poderão vir, como o sudeste asiático.”




