Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

Investigação
Operação prende suspeitos de fraude na comercialização de café no sul do ES

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

O objetivo principal de um trabalho de incentivo aos produtores de leite de Vila Pavão, no Noroeste do Estado, é reduzir os custos com adubação e o uso de adubo químico no pasto, além de promover o aproveitamento integral e racional de todos os recursos disponíveis na propriedade.
Nesse sentido, busca-se estimular os produtores a utilizar os dejetos do gado como adubo para as pastagens, visando a adubação orgânica e sustentável.
O resíduo orgânico, conhecido como chorume, é obtido da água de lavagem de currais que cai em um tanque, onde fica em média 15 dias, para a estabilização do material/dejeto. Posteriormente, é aplicado nas pastagens por meio de fertirrigação.
“A implementação dessa técnica apresenta um papel importante dentro da propriedade. O produtor deixa de ficar dependente do uso do adubo químico e passa a utilizar fontes alternativas e de baixo custo de instalação. Com o uso da tecnologia de fertirrigação através do chorume, os resultados com a aplicação aparecem a médio e longo prazo, através da recuperação da fertilidade do solo”, explica o engenheiro agrônomo e extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) de Vila Pavão, Rogério Durães, responsável pelo trabalho junto aos pecuaristas.
O produtor Armindo Bening, de Córrego Grande, decidiu fazer a experiência em cerca de dois hectares de pasto e não se arrependeu. Pelo contrário, já planeja estender a adubação com chorume para mais dois hectares.
“Trabalho com adubação orgânica dos dejetos das vacas já há bastante tempo. É muito bom, estou satisfeito. É fácil de mexer, a estrutura para começar não é cara e ajuda muito na adubação, além de reduzir meu custo em uns 40%. No começo fiz só na metade do terreno, agora já vou fazer na outra parte”, diz o produtor.
Segundo Durães, os resultados “são extremamente positivos, e a recuperação da planta no pós pastejo está sendo mais rápida”. Ao mesmo tempo em que incentiva os pecuaristas, o agrônomo faz o acompanhamento de fertilidade do solo que recebe a adubação com o chorume.
“Através das análises químicas de solo, realizadas periodicamente a cada seis meses, fazemos o acompanhamento da fertilidade do solo. Os resultados ainda são preliminares, mas o objetivo é obter resultados mais concretos e práticos”, afirma o agrônomo.
Outro fator importante é quanto ao meio ambiente, uma vez que o produtor deixa de lançar os dejetos provenientes da lavagem do curral nos córregos e afluentes, o que acaba se tornando um problema de ordem ambiental para os corpos hídricos, lembra Durães.

Recomendações para construção dos tanque de dejetos
Para o uso do chorume como adubo, Rogério Durães explica que a recomendação é “em torno de 180 a 200 m³ de chorume/ha/ano, nas pastagens e para a cultura do milho”.
Referente ao tamanho da estrutura do tanque para receber e armazenar os dejetos, para trabalhar com 15 vacas em lactação, o extensionista indica um tanque de 4 metros de comprimento x 2,5 m de largura, com um 1,20 cm de altura.
Já a distribuição do chorume é realizada pelo próprio sistema de irrigação dos piquetes rotacionados/pastagens, através da irrigação por aspersão, “que apresenta maior uniformidade e precisão nas aplicações do chorume”.
Ainda de acordo com o agrônomo, os pecuaristas interessados em construir o tanque e iniciar a utilização do chorume na adubação dos pastos devem procurar o escritório do Incaper para buscar melhor sobre assunto.





