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O segmento de orgânicos movimentou R$ 5.8 bilhões no Brasil no ano passado, 30% acima do montante de 2019, segundo Cobi Cruz, Diretor da Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis).
Segundo ele, o avanço mostra algo mais do que apenas um simples salto passageiro no consumo. “O aumento, em si, não chega a ser uma novidade, já que os orgânicos quadruplicaram suas vendas entre 2003 e 2017 e cresceram 15% em 2019 ”, disse.
“Na verdade, esses 30% conquistados em tempos de crise apontam uma tendência, a consolidação de um novo cenário, no qual a alimentação saudável, a sustentabilidade e as relações de produção socialmente mais justas estão ganhando terreno no conjunto da sociedade ”, disse Cruz.
Segundo o Diretor da Organis, a aceitação dos orgânicos ultrapassou a barreira dos grandes centros e chegou às cidades do interior do País. “Se existia preconceito e desinformação sobre a capacidade de produção dos orgânicos, a própria realidade acabou por derrubar esse mito ” disse.
Segundo a entidade, o número de unidades de produção de orgânicos cadastradas no Ministério da Agricultura aumentou 5,40% no ano passado, para 22.427.
Outro dado importante de 2020, segundo a Organis, foi o amadurecimento das relações do movimento orgânico com distribuidores e pontos de venda, inclusive com grandes redes de supermercados. “O varejista, que trabalha na ponta, percebe muito rápido as tendências de consumo e precisa estar preparado para atender bem o consumidor ”, disse Cobi Cruz. O comércio online de orgânicos também cresceu muito, com entregas programadas de cestas de produtos e em vários formatos.
Para 2021, a Organis trabalha com uma previsão conservadora de crescimento de 10% no valor transacionado nesse mercado, que poderá ser revista a depender da demanda.




