Mais lidas 🔥

Cacau Fest
Tombo do chocolate promete atrair público no maior evento do cacau no ES

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 20 de agosto

Alerta de vendaval
Vendaval pode atingir 71 municípios do Espírito Santo neste sábado; veja as cidades em alerta

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 19 de agosto

Por Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC)
Ações realizadas fora do contexto da produção, conduzidas inclusive por outras unidades do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), podem comprometer a produção de café do Brasil.
Um exemplo disso é o recente entendimento entre o MAPA e o PROMECAFÉ. Nesse contexto, discutiu-se a possibilidade de ceder o que temos de mais importante para manter competitiva a produção do café brasileiro, colocando na mesa o que temos de mais importante, o que para nós, é inegociável.
Estamos falando do conhecimento científico e do patrimônio genético que o Brasil construiu ao longo de décadas e que são fundamentais para a manutenção da nossa produção.
Não podemos tratar essa matéria como uma simples troca de experiência com outros países que não possuem evolução na pesquisa, nem as mesmas legislações ambientais e sociais rígidas às quais os produtores brasileiros estão submetidos, o que nos leva a afirmar também que jamais poderiam usar esses argumentos em favor de suas pretensões, pois não possuem o princípio da reciprocidade.
O que mantém a nossa vantagem comparativa está exatamente no conhecimento científico desenvolvido pelo Brasil que se encontra à disposição da produção, através do nosso banco ativo de germoplasma. Esse patrimônio é estratégico para a cafeicultura e para a manutenção da nossa capacidade produtiva.
Por isso, qualquer iniciativa que possa comprometer esse patrimônio representa um risco para a produção brasileira. Se queremos manter o Brasil como primeiro produtor mundial de café, precisamos preservar o que nos permite continuar produzindo com qualidade, produtividade, sustentabilidade e competitividade.
Como lideranças da produção, é nossa responsabilidade garantir que o conhecimento científico do Brasil seja preservado e continue sendo a base para sustentar a nossa produção e a nossa posição de liderança mundial.
Estamos atentos e não podemos deixar que nenhum fator comprometa uma atividade que é um dos maiores geradores de emprego e renda do país, com presença em 17 estados, em 1.983 municípios brasileiros, os quais apresentam melhores índices de desenvolvimento humano (IDH).
A cafeicultura tem um papel decisivo no desenvolvimento dessas regiões. A presença da atividade contribui para que os produtores permaneçam em seus municípios, evitando êxodo rural, como consequência, inchaço populacional nas cidades e problemas social mais graves.
São cerca de 330 mil produtores, sendo aproximadamente 78% pequenos cafeicultores. Estamos falando de uma cadeia que envolve milhares de famílias e que possui uma importância econômica e social que não pode ser desconsiderada em decisões que afetem o futuro da produção.
O Brasil deve manter sua condição de ser o maior produtor mundial de café, usando conhecimento, ciência, tecnologia e um patrimônio genético que nos permite avançar.
Por isso, defendemos o diálogo e estamos à disposição para que acordos bilaterais possam ser firmados, mas sempre preservando os interesses da cafeicultura brasileira e o que é essencial para manter a nossa produção.
Não podemos comprometer o que nos permite produzir hoje e, principalmente, o que garantirá a produção do café brasileiro no futuro.
O conhecimento científico é um patrimônio estratégico do Brasil. Preservá-lo é uma condição para preservarmos a nossa cafeicultura.






Comentários 0