Mais lidas 🔥

Cacau Fest
Tombo do chocolate promete atrair público no maior evento do cacau no ES

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 20 de agosto

Alerta de vendaval
Vendaval pode atingir 71 municípios do Espírito Santo neste sábado; veja as cidades em alerta

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 19 de agosto

“
O clima, principal responsável pela estimativa de queda de 8,4% na produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2016, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também atrapalha as safras de feijão e arroz. Segundo Alfredo Guedes, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, o feijão é mais sensível ao clima do que outros produtos. “”Feijão é uma cultura sensível, de ciclo rápido””, afirmou Guedes.
A quebra de safra da leguminosa tem feito o tradicional alimento das famílias brasileiras se tornar vilão da inflação. O IBGE projeta para 2016 uma produção total de 2,9 milhões de toneladas nas três safras de feijão ao longo do ano, queda de 6,6% em relação a 2015. Segundo Guedes, o consumo nacional é estimado em 3,2 milhões de toneladas por ano. Os preços sobem também porque o grão é perecível, não tem estoques, e poucos são os países exportadores.
O clima afetou o feijão porque choveu muito no início do ano, época do plantio, explicou Guedes. Depois, houve seca e, mais recentemente, geadas atrapalharam a produção (o Paraná é o principal produtor do feijão carioca, a variedade mais consumida). A “”esperança”” para a dinâmica de preços seria a terceira safra, que está sendo plantada.
O IBGE já projeta uma queda de 2,2% na produção da terceira safra em relação a 2015 mas, de acordo com Guedes, não dá para contar muito com ela porque responde por apenas 14,9% da produção anual.
Já no arroz, a redução da safra também começa a se refletir no preço. Nessa cultura, o problema foi a chuva de janeiro no Rio Grande do Sul, que responde por 72,3% da produção nacional. “”Pode ser que a gente precise importar””, disse Guedes, destacando que a produção total nacional do cereal está estimada em 11,5 milhões de toneladas para 2016 (12,2% abaixo de 2015), mas o consumo anual é estimado em 11,5 milhões de toneladas.
Fonte: Portal do Agronegócio





