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A produção agrícola do Espírito Santo cresceu 2,55% em 2025, impulsionada principalmente pela expansão da cafeicultura e pelo avanço da pimenta-do-reino. O resultado foi acompanhado por aumento de 0,65% na área colhida e ganho de 1,88% no rendimento médio das lavouras. Os dados são do Boletim da Conjuntura Agropecuária Capixaba.
O destaque do ano foi o café. A produção capixaba atingiu 1,069 milhão de toneladas, o equivalente a 17,8 milhões de sacas, registrando crescimento de 21,34% em relação ao ano anterior. O avanço foi puxado pelo café conilon, cuja produção aumentou 32,63%, enquanto o café arábica apresentou queda de 11,67%.
Mesmo diante de desafios climáticos e pressões no mercado internacional, o setor cafeeiro manteve trajetória de recuperação. Entre 2022 e 2025, a cultura saiu de uma retração de 14,66% para um crescimento expressivo, consolidando a retomada da produção no estado.
O desempenho do conilon também se refletiu na produtividade. A média chegou a 49 sacas por hectare, recorde histórico para a cultura no Espírito Santo. O resultado foi favorecido pelo uso de irrigação, melhoria nos tratos culturais e adoção de tecnologias de manejo nas lavouras.
Além do café, a pimenta-do-reino também apresentou forte crescimento, com aumento de 13,7% na produção. O avanço foi impulsionado tanto pela ampliação da área plantada quanto pela melhoria da produtividade, estimuladas por preços favoráveis no mercado.
Na fruticultura, a produção total permaneceu praticamente estável, alcançando 1,22 milhão de toneladas em 2025. Algumas culturas, porém, tiveram crescimento significativo, como a lichia, que registrou aumento de 13,35%, a melancia, com 9,06%, e a tangerina, com 5,84%. O cacau também apresentou expansão, com crescimento de 6,02%.
Por outro lado, algumas frutas tiveram retração. A noz macadâmia apresentou queda de 53,72%, influenciada por problemas climáticos, retração do mercado internacional e substituição da cultura por outras lavouras. Também houve redução na produção de manga, pêssego e graviola.
Entre os alimentos básicos, o milho apresentou crescimento de 2,45% na produção, acompanhado de aumento de 4,06% na produtividade. Já o feijão teve queda de 1,27%, enquanto a mandioca registrou redução de 0,45%.
Na olericultura, o volume total produzido foi de 927 mil toneladas, representando cerca de 12,5% da produção agrícola capixaba. Apesar da queda de 4,92% no volume total, algumas culturas cresceram, com destaque para pimentão, gengibre e beterraba.
O levantamento também aponta que o crescimento da produção agrícola capixaba foi favorecido por ganhos de produtividade e pela adoção de tecnologias no campo, fatores considerados estratégicos para manter a competitividade do setor nos próximos anos.




