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O mercado doméstico de café apresenta um cenário de desvalorização em maio, com o conilon sentindo uma pressão mais intensa e o arábica registrando quedas mais amenas, conforme apontam os levantamentos do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea). Apesar de algumas altas pontuais observadas nos últimos dias, as cotações do conilon vêm caindo com um pouco mais de força no balanço do mês. Segundo o Cepea, essa pressão é diretamente decorrente do avanço da colheita, que tem aumentado a oferta do grão no mercado. Na primeira quinzena de maio, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, acumulou um expressivo recuo de 10,5%, refletindo o impacto da entrada da nova safra.
Já para o café arábica, a situação é um pouco diferente. Embora os preços também estejam em queda, a desvalorização ocorre de forma mais amena. Pesquisadores do Cepea explicam que essa resiliência se deve, em grande parte, ao ritmo ainda lento da colheita e aos baixos níveis de estoque do grão. O Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a primeira metade do mês com uma desvalorização acumulada de 4,6%. Esse cenário demonstra que, mesmo com a pressão geral de queda no mercado, a menor disponibilidade de arábica tem conseguido amortecer o impacto sobre seus preços em comparação com o robusta.





