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Na primeira Mostra de Café de Qualidade, de Guaçuí, 17 foram consideradas bebida especial

A I Mostra de Café de Qualidade de Guaçuí, que aconteceu sábado, durante a Feira do Verde...

por Redação Conexão Safra

em 09/06/2016 às 0h00

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A I Mostra de Café de Qualidade de Guaçuí, que aconteceu sábado, durante a Feira do Verde, reuniu 30 cafeicultores do município que apresentaram 37 amostras em duas categorias, café in natura e despolpado. O principal objetivo era conhecer com está a qualidade do café produzido em Guaçuí.

Segundo a superintendente de Desenvolvimento Rural do município, Alessandra Vasconcelos Albergaria, a Mostra não foi uma competição. “O nosso objetivo era saber como está a qualidade do café produzido em Guaçuí. Para a Mostra, não foi feita uma preparação, o resultado reflete exatamente o que está sendo feito do campo ”, disse Alessandra. “O evento foi um sucesso e constatou a qualidade da cafeicultura de Guaçuí ”, completou a superintendente.

Para o chefe do escritório local do Incaper, Maxwel Souza, a Mostra foi o ponto de partida para o desenvolvimento das lavouras da região. “Agora, poderemos implementar mudanças na colheita e na pós colheita ”, disse. Das amostras avaliadas, 13 tiveram mais de 80 pontos, num índice de classificação que vai até 100. “Acima de 80 pontos, é café especial ”, explicou Maxwel

De acordo com o professor João Batista Pavesi, orientador da Caparaó Jr., empresa júnior do curso de Tecnologia em Cafeicultura, do Ifes, cafés especiais com classificação de 80 a 82 pontos são comercializados por cerca de R$ 600,00 a saca, 50% a maisque o valor médio conseguido pelos cafeicultores locais, de R$ 400,00. “Em 2015, a região do Caparaó capixaba comercializou nove mil sacas de café especial. É uma coisa recente que pode passar de 200 mil sacas ”, estimou o professor.

Outra vantagem de se ter um café melhor classificado é que isso beneficia diretamente os pequenos produtores. Um exemplo é o café melhor classificado na I Mostra de Guaçuí. Ele veio da lavoura do produtor Manoel Márcio Nunes, um agricultor familiar que é meeiro em uma propriedade no distrito de São Pedro de Rates. Segundo o filho de Manoel, Richardson Rocha, que faz o curso de tecnologia em cafeicultura, no Ifes, os cuidados foram simples. “É na colheita e depois. O café vai pro terreiro de convencional, de concreto, para secagem, e depois é armazenado longe da umidade ”, explicou o jovem.

De acordo com o professor Pavesi, a venda do café especial é feita de forma diferente, com oferta livre. “O jogo do conhecimento, da tecnologia, não coloca o recurso na mão do comprador e nem mesmo da do governo, mas nas mãos do produtor ”, disse.

Selo de Qualidade

Nesta quarta-feira (8), em Pedra Menina, distrito de Dores do Rio Preto, acontecerá a reunião de formação da Associação de Indicação Geográfica (IG) da Região do Caparaó, com eleição da diretoria. O pulo do gato é exatamente esta sigla, IG.
Fornecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, a indicação geográfica permite delimitar a área geográfica, restringindo o uso da IG aos produtores e prestadores de serviços da região, organizados em entidades representativas, que assim garantem a diferenciação de seu
produto ou serviço no mercado.

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