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Produtores rurais de Muniz Freire seguem contabilizando prejuízos após o temporal que atingiu o município em 4 de novembro. Para apoiar a recuperação das áreas afetadas, equipes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar/ES) realizam visitas técnicas a 70 agricultores com lavouras comprometidas, principalmente de café conilon e arábica.
Os danos são expressivos. Segundo o engenheiro agrônomo Danilo Força Barone, cerca de 90% das folhagens de grande parte das plantações foram destruídas pela ventania e pelo volume de chuva. A orientação inicial é estimular a nova brotação, etapa crucial para que as lavouras se restabeleçam.

Além do apoio técnico, as equipes elaboram laudos e fazem o cadastramento das propriedades atingidas. O levantamento, explica o engenheiro agrônomo Leonísio Pereira de Souza, é fundamental para direcionar políticas públicas e organizar futuras ações de recuperação. As visitas abrangem comunidades como Saudade, Escritório, Santo Amaro, Fortaleza e Bom Jardim.
Em Saudade, uma das áreas mais afetadas, a produtora Lúcia da Silva Aguiar perdeu aproximadamente 15 mil pés de café. O prejuízo deverá impactar diretamente a próxima safra. “Depois da tempestade vimos o tamanho da destruição. Nesta colheita, deixarei de produzir cerca de 50 sacas”, lamenta.

O agricultor Vicente Figueira da Silva também registrou perdas severas, incluindo lavouras de café, banana e estufas danificadas. Ele estima que a recuperação completa leve até três anos. “Quando cheguei à plantação estava tudo destruído. Com as orientações, vou seguir o manejo adequado”, afirma.
A atuação do Senar/ES se soma às ações da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Agropecuário, que, em parceria com o Incaper, também realiza vistorias e elabora laudos técnicos para fortalecer o atendimento aos produtores atingidos.




