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O pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, referência na pesquisa agrícola brasileira, morreu, aos 84 anos, na última sexta-feira (2). Integrante do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), ele ficou nacionalmente conhecido por seu papel central no desenvolvimento e na validação científica do feijão carioca, variedade que hoje domina o consumo no país.
A trajetória do grão começou a partir de um cruzamento natural entre diferentes tipos de feijão, identificado e encaminhado ao IAC pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes. A partir de 1966, D’Artagnan assumiu a coordenação dos estudos que avaliariam o potencial da nova variedade.
Os trabalhos envolveram testes extensivos de produtividade, adaptação a solos e climas diversos e, de forma estratégica, análises relacionadas ao comportamento do grão na cozinha, fator determinante para sua aceitação pelo consumidor brasileiro. O conjunto de resultados comprovou a viabilidade agronômica e comercial do feijão.
Em 1969, após três anos de pesquisas, a variedade foi oficialmente lançada pelo instituto. Desde então, o feijão carioca se consolidou como protagonista da dieta nacional. De acordo com o IAC, ele responde atualmente por cerca de 66% do consumo total de feijão no Brasil.
O legado de Luiz D’Artagnan de Almeida permanece vivo na mesa dos brasileiros e na história da ciência agrícola, associado à inovação, à segurança alimentar e à construção de soluções adaptadas à realidade do país.





