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O ministro da Agricultura Blairo Maggi participou, nesta segunda-feira (4), do primeiro dia do Global Agribusiness Forum, em São Paulo, e começou seu discurso afirmando que está “”limpando a pauta e trabalhando para ampliar a participação dos produtores rurais nas decisões do governo””. No etanto, foi taxativo ao dizer que o governo provisório do qual faz parte não tem dinheiro para novas medidas e, por isso, vai trabalhar para que as mudanças venham por meio de decisões e atitude política.
Maggi destacou ainda que sua meta é a de ampliar a participação do Brasil no mercado internacional agrícola dos atuais 7% para 10% em cinco anos, antes esperada para ser alcançada em dez anos. Para isso, porém, elencou os desafios do setor no curto, médio e longo prazos.
Crise do Milho
Sobre a crise de abastecimento do milho, a qual levou o cereal a registrar preços recordes no início deste ano, o ministro afirma que as primeiras medidas do governo para a tentativa de reestabelecer o equilíbrio no mercado, incluem um pedido ao Ministério da Fazenda de reajustar o preço mínimo, estimulando um aumento de área na próxima safra de verão e, dessa forma, aumentar a oferta no primeiro semestre do próximo ano. Além disso, Maggi fala ainda sobre a manutenção da isenção da tributaçao sobre o produto importado caso seja necessária para a manutenção do equilíbrio.
Questões Indígenas
O ministro afirmou ainda que está em discussão e segue para votação no Congresso Nacional uma emenda à Constituição que prevê a indenização do estado pelas terras que seriam demarcadas como indígenas. “”Dessa forma, acredito que muitos problemas seriam resolvidos, porque os conflitos, eu acredito, se dão por conta da expropriação””, diz. “”Eu não entendo a briga pela terra””, completa. O ministro afirma ainda que apenas 8% do território nacional está nas mãos de produtores rurais, ocupadas por lavouras, e 19% sendo utilizadas pela agropecuária.
Tributações Estaduais
Blairo Maggi disse ainda ser completamente contra as tributações que estão sendo previstas pelos estados sobre suas exportações de grãos, especialmente soja e milho. O ministro já conversou com o governador de Goiás, Marconi Perillo, que afirmou que irá recuar da medida e que o de Mato Grosso, Pedro Taques, não deverá implementá-la. “”Os estados estão apertados e querem tirar recursos do agronegócio para colocá-los na máquina pública, que é ineficiente. E se a União pensar em taxar, eu também serei contra até o último segundo porque isso vai dar prejuízo para o Brasil””, completa.
Por: Carla Mendes e Aleksander Horta
Fonte: Notícias Agrícolas





