Mais lidas 🔥

Mudanças chegando!
Fenômeno El Niño pode se formar no inverno de 2026; saiba como ficará o clima no Brasil

Tempo severo
Espírito Santo tem 45 cidades em alerta máximo para chuvas fortes; veja a lista

La Niña está acabando? O que mostram os sinais ocultos no Pacífico para 2026

Temporal e prejuízos
Produtores de Linhares e Sooretama tentam salvar lavouras após fortes chuvas

Capacitação no agro
Como o cacau pode render muito além do chocolate
O anúncio que as indústrias brasileiras de café utilizarão o Sistema Eletrônico de Comercialização (SEC) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para compra de café Conilon, na próxima quarta-feira (22), não agradou representantes do setor produtivo, que desde o ano passado apresentam motivos técnicos que comprovam a ausência de necessidade de liberar a importação de café para atender a indústria, por causa da alegação de falta de café no mercado interno.
“Esse leilão eletrônico programado pela Conab é mais um absurdo, que faz parte desse processo viciado para liberar a importação de café. É preciso registrar que a hipótese do leilão foi levantada em consenso com a Frente Parlamentar do Café, por isso o edital deveria ser construído em conjunto e não de forma unilateral e impositiva ”, destaca o deputado Federal Evair de Melo (PV/ES), que integra a Frente Parlamentar do Café.
O Edital da Conab, elaborado para a compra de Conilon não contempla os requisitos sugeridos pela Frente Parlamentar do Café e não é consensual, entre as partes. Vale ressaltar, que essa operação repentina de compra por leilão eletrônico acontece logo após a suspensão da liberação de importação de Conilon do Vietnã, conquistada após grande movimento organizado por cafeicultores e representantes do setor produtivo da cafeicultura.
“O edital foi produzido de mão única por uma das partes. A indústria quer definir, preço, prazo e critérios próprios. Estranho que nos últimos dias estão acontecendo normalmente operações de compra e venda. Não existe pedido de compra em aberto. Querem inventar um ‘jabuti na árvore’. Não concordamos com mais essa tentativa irresponsável de mascarar os números e se tentar, com falsas premissas, justiçar necessidade de importar café. Não considerar a diversidade brasileira territorial e cultural mostra mais uma vez a face perversa das políticas do Agronegócio brasileiro. Estados de Rondônia e Bahia sequer possuem armazéns credenciados e seus produtores estão excluídos. Vamos seguir mobilizados para impedir essa aberração ”, completa o deputado Evair de Melo.
No dia 10 de fevereiro, dentro do acordo firmado com o Ministério da Agricultura, o deputado Evair de Melo (PV/ES) realizou a entrega do relatório elaborado que comprova a existência de mais de 4,4 milhões de sacas de café armazenadas (apurado em 04/01/2017). Ao todo, 61 municípios capixabas possuem estoques de café, com aproximadamente 3,77 milhões de sacas. Já nos municípios do Sul da Bahia e em Rondônia, os estoques são de quase 685 mil sacas. Até agora, o relatório não foi auditado pela Conab.
Fonte: Assessoria Dep. Evair de Melo





