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A energia solar deixou de ser uma alternativa para se tornar realidade na vida de milhares de capixabas. Atualmente, o Espírito Santo possui 97.725 sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica, que representam 40,78% de toda a capacidade instalada de geração de energia do Estado, superando inclusive as usinas termelétricas. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).
O avanço da tecnologia, a busca por economia na conta de energia e a maior preocupação com a sustentabilidade têm impulsionado este crescimento e, a procura por linhas de crédito para financiar a instalação dos sistemas segue a demanda. Na Sicredi Serrana, famílias, empresas e produtores rurais utilizam o serviço.
“A energia solar deixou de ser uma tendência para se tornar uma solução consolidada para quem busca reduzir custos e investir em eficiência. Hoje percebemos uma procura crescente pelo financiamento, tanto de pessoas físicas quanto de empresas e produtores rurais, acompanhando a expansão desse mercado no Espírito Santo”, afirma Paola Oliveira, gerente PJ da agência Sicredi Serrana de Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha.
Da residência ao agronegócio
Segundo ela, o perfil dos interessados é bastante diversificado. Enquanto muitas famílias buscam reduzir as despesas mensais com energia, empresários enxergam na energia solar uma forma de diminuir custos operacionais e aumentar a competitividade. No campo, a tecnologia também vem ganhando espaço para atender atividades que demandam grande consumo de energia, como irrigação, armazenamento e produção.
“A economia na conta de energia continua sendo o principal motivo que leva as pessoas a investirem em sistemas fotovoltaicos. Mas percebemos que a sustentabilidade também passou a contar na decisão. Hoje, muitos consumidores entendem que investir em uma fonte limpa reduz impactos ambientais e ainda agrega valor ao imóvel ou ao negócio”, explica.
Crédito amplia o acesso ao investimento
Os números confirmam esse cenário. Entre 2024 e 2025, a Sicredi Serrana realizou mais de dois mil financiamentos para aquisição de sistemas fotovoltaicos no Espírito Santo, liberando mais de R$ 70 milhões em crédito para esse tipo de investimento. Desse total, 75,5% das operações foram realizadas por pessoas físicas, enquanto 24,5% atenderam empresas, demonstrando que a tecnologia já alcança diferentes perfis de associados.
Economia que se transforma em patrimônio
Outro fator que impulsiona a procura é o retorno financeiro do investimento. De acordo com estimativas do mercado, o prazo médio para que o sistema “se pague” varia entre quatro e sete anos, enquanto a vida útil dos painéis solares ultrapassa 25 anos.
“Cada projeto possui características próprias, por isso fazemos uma análise individualizada para encontrar a solução de crédito mais adequada. Existem linhas que atendem desde pequenas instalações residenciais até projetos de maior porte para empresas e propriedades rurais. O importante é que hoje o crédito tornou esse investimento muito mais acessível”, destaca Paola.
“Outro ponto importante é que a Sicredi Serrana solicita todos os dados da empresa que fornece a energia solar para liberar o financiamento, trazendo mais segurança ao negócio e para o consumidor”, ressalta a gerente.
Consórcio
Além do financiamento, a cooperativa também oferece alternativas como consórcio para quem deseja se planejar a longo prazo e seguro para os equipamentos fotovoltaicos. Antes da contratação, a orientação é que o consumidor pesquise fornecedores, solicite mais de um orçamento e verifique se a empresa responsável possui histórico de atuação e responsável técnico habilitado.
Quem ainda não é associado também pode procurar uma agência do Sicredi para conhecer as soluções disponíveis e entender como funciona o processo de associação, tendo acesso às linhas de crédito destinadas a projetos de eficiência energética, sustentabilidade e desenvolvimento dos negócios.
Fonte: Sicredi Serrana





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