Mais lidas 🔥

Pesquisa científica
Estudo encontra anomalias em 60,5% dos peixes analisados no norte do ES

Cafeicultura sustentável
Estudo mostra como práticas simples podem tornar cafezais mais sustentáveis

Café especial
Família de Mimoso do Sul cria linha de cafés especiais inspirada na história dos produtores

Infraestrutura
Ibiraçu vai ganhar 8,14 km de nova pavimentação entre Pendanga e Piabas

Café 2027/2028
Colheita de café chega ao fim e atenções já se voltam para a safra 2027/28

O verão chegou com tudo e as notícias sobre os dias de calor intenso tomam conta dos noticiários. Com a temperatura nas alturas, cada um se vira como pode para se refrescar. Vale usar roupas curtas e mais decotadas, tomar banho de mar, piscinas e lagoas e passar mais tempo em lugares abertos.
O que não pode é descuidar da saúde. Segundo a dermatologista Elisabeth Lima, que atua com ênfase em dermatologia oncológica e doenças autoimunes, reforça uma realidade que passa despercebida por grande parte da população: o câncer de pele é o mais frequente no Brasil, representando cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

E um dos principais fatores, de acordo com a médica, para esse alto índice é o perfil do clima brasileiro. “Moramos em um país muito ensolarado. A exposição solar irracional, sem fotoproteção adequada, favorece para que o câncer de pele seja o mais frequente”, destaca.
A radiação ultravioleta acumulada ao longo da vida é o maior gatilho para o surgimento da doença, que atinge desde pessoas que buscam bronzeado até quem se expõe diariamente ao sol no trabalho.
“A radiação solar é como juro na conta atrasada, vai juntando com o passar do tempo. Os danos causados pelo sol na infância e na adolescência se acumulam e podem se manifestar décadas depois, aumentando consideravelmente as chances de câncer de pele”, explica a médica.
Bronzeado é saúde?
Para a dermatologista, a diferença entre saúde e agressão à pele depende da forma como o bronzeado é obtido.
“Tudo depende do seu fototipo, pacientes com pele clara, olhos claros, cabelos claros ou ruivos apresentam fator de risco aumentado. Se o bronzeado é feito cedo, com pouca exposição e com fotoproteção, o risco da ocorrência do câncer de pele é menor. Mas se a exposição solar ocorre em horários de sol intenso e sem fotoproteção, é sim uma agressão. Quando a pele descama depois do bronzeado, significa que aquelas células morreram. É um sinal claro de dano solar”, explica.
Cuidados essenciais que devemos adotar
Viver em um país tropical exige atenção diária à fotoproteção. Elisabeth Lima lista as medidas indispensáveis:
Uso de protetor solar FPS 30 ou mais, todos os dias;
Reaplicar o produto a cada duas horas — hábito que a maioria das pessoas desconhece ou se descuida;
Evitar exposição solar entre 10h e 15h;
Utilizar chapéus, roupas claras, guarda-sol e outras barreiras físicas.





