Mais lidas 🔥

Onda de frio
Uma das mais fortes massas de ar frio do ano pode alcançar o Espírito Santo nos próximos dias

Cafeicultura sustentável
Estudo mostra como práticas simples podem tornar cafezais mais sustentáveis

Pesquisa científica
Estudo encontra anomalias em 60,5% dos peixes analisados no norte do ES

Café especial
Família de Mimoso do Sul cria linha de cafés especiais inspirada na história dos produtores

Infraestrutura
Ibiraçu vai ganhar 8,14 km de nova pavimentação entre Pendanga e Piabas

A Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (19), uma autorização excepcional que permite à Embrapa pesquisar o cultivo da Cannabis sativa no Brasil. A decisão, tomada por unanimidade na diretoria colegiada, representa um movimento inédito na política regulatória brasileira e abre espaço para estudos que há anos enfrentam barreiras administrativas.
A Embrapa só poderá iniciar os experimentos após uma inspeção presencial da Anvisa, que avaliará se as unidades envolvidas têm condições de cumprir os protocolos de segurança exigidos para o manejo da planta. Além disso, qualquer material produzido nos estudos ficará restrito ao ambiente de pesquisa: não haverá autorização para comercialização, uso medicinal direto ou produção de mudas aptas à propagação.
Outro ponto definido pela agência é o monitoramento contínuo. A Anvisa poderá solicitar adequações, suspender atividades ou impor novas regras caso identifique riscos. A medida, coloca o Brasil mais próximo de países que já produzem conhecimento associado à cannabis medicinal e industrial. Segundo a agência, a autorização contribui para “reduzir dependência tecnológica” e ampliar a capacidade de inovação em áreas que vão da saúde à indústria têxtil.
Segundo o relator do processo, o diretor da Quinta Diretoria da Anvisa, Thiago Lopes Cardoso Campos, a autorização reforça o compromisso da agência com a ciência, a inovação e a segurança sanitária.
“É a ciência quem deve guiar o país. Essa autorização permite que o Brasil produza conhecimento próprio, fortaleça sua autonomia tecnológica e cumpra seu dever com a saúde pública e o desenvolvimento nacional”, afirmo
A Embrapa foi autorizada a trabalhar em três frentes: conservação e caracterização de germoplasma (base para melhoramento genético), estudos científicos voltados ao uso medicinal e pesquisa com cânhamo para fins industriais, como fibras e sementes.




