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As Contas Econômicas Ambientais das Florestas e de Energia, que farão parte do Produto Interno Verde (PIV), estão com divulgação prevista para 2020. A afirmação foi feita pelo diretor de Geociências do IBGE, João Bosco de Azevedo, durante o evento de encerramento do projeto Teeb (Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade, em tradução livre), realizado na quarta-feira (29), em Brasília (DF).
O Teeb é um trabalho de cooperação entre Brasil e Alemanha para integrar o valor dos ecossistemas e da biodiversidade na tomada de decisão de políticas públicas e do setor empresarial, alertando para os custos da degradação ambiental. O projeto apoiou o IBGE e outras instituições na elaboração das Contas Econômicas Ambientais.
“A partir do momento em que se enxerga os estoques de recursos naturais do país, seja a água, a madeira, a energia, se entende de que forma eles estão sendo usados pelos vários setores econômicos ”, disse a diretora do projeto Teeb, Raquel Agra, reforçando a necessidade de valorizar o potencial do capital natural para o Produto Interno Bruto (PIB) e derrubar a ideia de que a natureza é uma barreira ao desenvolvimento.

As novas Contas caracterizarão e identificarão os estoques e os usos das florestas e da energia na economia brasileira, ao mostrar, por exemplo, se a quantidade de florestas nativas cresceu ou diminuiu em determinado período de tempo.
Esse trabalho já feito para os recursos hídricos nas Contas da Água, divulgadas pela primeira vez no ano passado, numa parceria entre o IBGE e a Agência Nacional de Águas (ANA). A publicação mostrou que, para cada R$ 1 gerado em 2015, foram consumidos seis litros de água. A nova edição, com dados por grande região, também será divulgada no ano que vem.
As Contas Ambientais de Água, Florestas e Energia serão componentes do PIV, que está sob responsabilidade do IBGE desde 2017. “Agora está se discutindo o decreto que vai organizar as Contas Nacionais, com o IBGE com um papel importante nesse processo. Há uma questão de geração dessas informações, que unificadas gerarão o PIV ”, explicou o diretor de Geociência do IBGE.
A necessidade de se investir nesse projeto é ainda maior em um país como o Brasil, que concentra 20% da biodiversidade e 12% da água doce disponível no planeta, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA).
“Dentro de uma administração moderna, a gente precisa saber medir, estabelecer metas. Palavras do tipo ‘contribuir’, ‘facilitar’, ‘apoiar’, são bonitas, mas não podem ser medidas. É preciso ter alguma coisa que gere números, para podermos saber se crescemos ou não ”, disse o secretário de Biodiversidade do MMA, Eduardo Camerini, durante o evento de encerramento do projeto Teeb.

