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Ameaça à cafeicultura brasileira

A exportação de café do Brasil deverá mais que dobrar em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando os embarques tinham sido prejudicados pela baixa oferta e pelo impacto da greve dos caminhoneiros, de acordo com dados publicados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.
O Brasil embarcou 2,64 milhões de sacas de 60 kg de café em grão no acumulado do mês até a última sexta-feira, ante 1,4 milhão de sacas em todo o mês de maio de 2018, um dos menores volumes mensais já registrados, segundo dados da Secex.
Considerando os quatro dias úteis do mês restantes e uma média diária de embarques no acumulado de maio de 155 mil sacas, a exportação de café teria potencial de atingir cerca de 3 milhões de sacas ao final do período.
O crescimento ocorre após o Brasil ter sofrido com a baixa oferta no período que precedeu a colheita de uma safra recorde de mais de 60 milhões de sacas no ano passado.
Em maio do ano passado, os embarques do maior produtor e exportador global de café ainda sofreram com a paralisação das estradas pelos caminhoneiros.
Neste ano, ao contrário, os embarques estão volumosos devido aos estoques da safra passada e também diante da perspectiva de uma nova grande colheita em 2019.
A expectativa da associação dos exportadores (Cecafé) é de exportações de quase 40 milhões de sacas de café verde e industrializado na safra 2018/19 (julho/junho).
Até a semana passada, produtores já tinham colhido mais de 15 por cento da safra brasileira deste ano, segundo dados da Safras & Mercado. (*Por Roberto Samora)




