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Moradora da localidade de Flecheiras, na zona rural de Atílio Vivácqua, Maria da Conceição Rocha da Silva (37), tem uma lavoura de café para colher, de segunda à sexta-feira (das 6h às 18h), em uma propriedade arrendada por ela e o marido, Dirlei Gomes, na comunidade de Serrote.
Além das 12 horas diárias de trabalho na colheita, Maria tem disposição e fôlego para outra tarefa. Aos sábados e domingos, ajuda o filho,

Wallyson Rocha Ferreira, de quatro anos, a realizar as atividades complementares da Escola Municipal Flecheiras, na qual está matriculado.
Ele é aluno da turma do Pré I, da Educação Infantil, e a professora, Fabíola Venturi, envia as atividades à Maria via WhatsApp desde o início de abril, logo após as aulas terem sido suspensas, temporariamente, em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
“Faço o máximo que posso por meu filho. Está sendo ótimo fazer as atividades com ele. Só não está melhor porque meu tempo é corrido ”, revela a lavradora, ao destacar que a professora de Wallyson sempre a atende, por meio do aplicativo móvel, quando surgem dúvidas nas tarefas. “Eu mando o print do dever, e ela me explica detalhe por detalhe ”, diz.
Fabíola ressalta o esforço de Maria. “Ela trabalha na roça e, mesmo assim, não deixa a peteca cair. Comprou um caderninho para a criança. É a mãe que mais está em contato comigo. Às vezes, eu a oriento aos domingos. Tenho carinho especial por cada um dos meus alunos. Mas é muito gratificante quando vejo esse tipo de atitude ”, afirma a professora. (*Texto editado- site prefeitura)






