Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

Por trás de um dos maiores eventos do agronegócio do Espírito Santo tem o olhar atento de uma mulher. Zaira de Andrade Paiva (62) é uma das idealizadoras e coordenadoras da Exposul Rural. Jornalista de formação, Zaira inicialmente organizava, juntamente com alguns parceiros, eventos ligados ao meio ambiente.
O contato com eventos agro aconteceu pela primeira vez há 15 anos, quando percebeu que a agricultura e os agricultores não estavam entre os temas discutidos nos encontros de meio ambiente.
‘Eu comecei a perceber que os produtores eram esquecidos nos projetos, como se só as grandes empresas interessassem nas questões ambientais e o meio rural não fosse o principal local de preservação. Com esse olhar, fizemos uma ação forte com os produtores e fomos convidados para fazer um encontro ambiental dentro da maior feira agropecuária do Estado, naquela época, a GranExpoES, que até então não tinha nada de ambiental. A ação foi um sucesso e mudou o conceito da feira”, conta Zaira.
Daí por diante ela e sua equipe passaram a fazer parte da organização da GranExpoES. A feira deixou de existir há alguns anos, mas Zaira nunca mais parou de trabalhar com eventos de agronegócio. “O que me move é lembrar da importância dos eventos na minha vida quando me mudei de Belo Horizonte para o interior e comecei na roça. De ver como o intercâmbio de informações e experiências muda a vida”.
No começo, era percebida pelas pessoas como secretária dos organizadores das feiras (os homens, claro). Aos poucos o reconhecimento do trabalho vem acontecendo. “Sou de uma família de mulheres fortes e afirmativas, que nunca foram de abaixar a cabeça para o interlocutor só porque era homem”. Sobre a participação das mulheres no agro, Zaira percebe uma forte mudança com o passar dos anos, especialmente no comportamento delas.
“As mulheres sempre pegaram no batente na roça. Sempre foram elas que transformaram matérias-primas em produtos (queijo, requeijão, doces, torrar café) que os maridos comercializavam. Muitas tiravam o leite, cuidavam de bezerros, colhiam café, mas quem aparecia sempre eram os maridos, os pais, os irmãos. E com o passar dos anos, as mulheres estão assumindo esse protagonismo. Agora, elas colocam a cara para fora na gestão e não ‘apenas’ fazendo o trabalho pesado”.
CONTINUA…





