Mais lidas 🔥

Ventos costeiros
Inmet emite aviso de vendaval para 31 cidades do Espírito Santo; veja os municípios em alerta

Venda Nova do Imigrante
Festa da Polenta não será realizada este ano

Identidade capixaba
Feira dos Municípios 2026 destaca cultura dos 78 municípios do ES

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 11 de maio

Cultura e tradição
Entrada gratuita: Expo Gengibre 2026 começa nesta sexta no ES
Elizia Foesch Krause é produtora rural assim como sua mãe, primas, tias e avós, é que em Santa Maria de Jetibá, município onde nasceu e mora, é comum a prática da agricultura familiar para o sustento da família. As mulheres cuidam dos lares, dos filhos e também trabalham nas lavouras para plantar e colher os alimentos que são vendidos na cidade.
A produtora que antes ajudava apenas na lavoura, hoje vai para Central de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES) ajudar nas vendas e diz que adora trabalhar no local. “O segredo é amar o que faz, e eu tenho orgulho de ser produtora rural, e ajudar no sustento da minha família. Hoje venho para cá, tenho o respeito dos meus colegas de trabalho que não me desrespeitam por ser mulher, vendo os meus produtos e ganho o meu dinheiro ”, conta a produtora.
A Ceasa abastece o Espírito Santo e parte da região Nordeste e Sudeste do país através de agricultores familiares e lojas atacadistas e o número de mulheres que trabalha no local só aumenta.
Empresária de sucesso
A empresária Zemar Trancoso seguiu os passos da mãe, que foi homenageada como a primeira mulher a ser comerciante na Ceasa/ES na década de 70. Zemar conta que ia para o mercado com a mãe, que vendia limão na “pedra alta ” (local de venda dos comerciantes individuais) e mais tarde resolveu vender laranjas no mesmo local.
“Me casei e resolvi que iria continuar trabalhando na Ceasa/ES. Mas desta vez seria com laranja. Comecei a comprar e revender laranja, vinha com um fusca colorido emprestado e não tínhamos dinheiro para nada. Começamos a lucrar com as vendas, consegui dinheiro suficiente para abrir uma loja dentro da Ceasa, que carrega o meu nome. Hoje, depois de 27 anos, tenho 25 funcionários empregados e vendo laranjas para todo o Estado ”, conta Zemar.
A empresária ainda ressalta que é respeitada no ambiente de trabalho como empresária e mulher. “Consegui chegar até aqui sendo mulher e sempre aconselho as mulheres a não desistirem, a lutarem pelos seus direitos, sua independência financeira e respeito ”, disse.




