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Demanda aquecida por produtos biológicos eleva resultado da Vittia

Lucro líquido da empresa cresceu 23% no primeiro trimestre, para R$ 15,6 milhões

por Valor Econômico

em 12/05/2022 às 17h09

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Demanda aquecida por produtos biológicos eleva resultado da Vittia

Foto: reprodução

Em um ano difícil para quem fornece insumos ao campo, o grupo Vittia começou 2022 com o pé direito. A receita líquida da companhia, que atua no segmento de soluções biológicas, cresceu 31% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo intervalo de 2021, para R$ 156,5 milhões, e foi a maior já registrada pela empresa no período. O lucro líquido subiu 23%, para R$ 15,6 milhões, e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado aumentou 20,2% e atingiu R$ 26,2 milhões.

O período ainda teve reflexo da safra 2021/22, e dois desafios se apresentaram [para quem atua no segmento]: o primeiro foi a seca no Sul do país, e o segundo, a guerra na Ucrânia”, diz Alexandre Del Nero Frizzo, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia.

O clima desfavorável que afetou lavouras brasileiras no começo do ano deixou marcas sobretudo nos três Estados do Sul, pressionando bastante as margens dos produtores. Diante disso, as vendas da Vittia caíram na região, mas o impacto sobre o resultado geral foi limitado, conta o executivo.

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Em geografias mais representativas para o caixa, como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, o ritmo de comercialização foi melhor. O executivo rememora que São Paulo, por exemplo, está no topo da lista de vendas porque o valor econômico da produção do Estado é mais alto. “Em área plantada, Mato Grosso supera, mas culturas [fortes] em São Paulo, a exemplo da laranja e outras, têm maior valor produtivo por hectare”, comenta.

Em produtos, o destaque do trimestre foi a alta de 44% da receita com vendas do segmento de biológicos, que inclui defensivos e inoculantes (ou fertilizantes biológicos). Ambos estão no foco de investimentos e do esforço comercial da companhia. Demais soluções minerais e químicas, como fertilizantes foliares (uma espécie de vitamina aplicada nas plantas) e produtos organominerais, também foram citados em meio à gama de produtos com alta de faturamento no período.

O retrato financeiro mostra leve alta da relação entre dívida líquida e Ebitda, para 1,5 vez entre janeiro e março — um pouco superior ao retrato anterior, de 1,01 vez. Segundo Frizzo, o aumento natural no primeiro trimestre é causado pelo maior uso de capital de giro devido à sazonalidade da agricultura.

O contexto geopolítico, o segundo desafio citado por Frizzo, afetou pouco. “A Vittia possui baixa exposição aos países diretamente envolvidos no conflito da Ucrânia”, diz. Os nutrientes importados — nitrogenados, fosfatados e potássicos — integram a linha organomineral. Para a empresa, o contexto pode, na verdade, ajudá-la a alcançar o produtor que agora está buscando alternativas aos nutrientes tradicionais — e, com isso, impulsionar as vendas da companhia em 2022.

Um movimento nessa direção foi feito em abril, com o lançamento de uma solução biológica que ajuda a planta a extrair fósforo do solo. Segundo o executivo, o nutriente se apresenta de várias formas na natureza, muitas vezes aliado a outros elementos sem que a cultura consiga absorvê-lo sozinha. “O produto ajudará a planta nessa tarefa”, diz.

Frizzo diz, por fim, que a companhia acredita que este será um bom ano para a safra brasileira. A rentabilidade do universo agrícola nos últimos anos permitiu a muitos produtores investirem no solo, criando bancos de nutrientes favoráveis à produtividade. Asim, para alguns agricultores, a ameaça de crise de oferta não será relevante, visto que eles poderão reduzir de 30% a 50% suas compras de adubos sem que isso tenho impacto relevante sobre a plantação.