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No primeiro trimestre do ano de 2021, o Brasil teve um aumento de 1,2% no Produto Interno Bruto (PIB). Foram três trimestres de alta, mas esse cenário mudou no 2º trimestre quando o país recuou 0,1%. Sabemos a influência que as atividades do agronegócio têm sob o PIB no Brasil, afinal, a atividade chegou a representar neste ano 26,6% do PIB no país.
De acordo com o IBGE, a queda está relacionada principalmente a agropecuária, veja abaixo os números que representam os principais destaques do PIB neste 2º trimestre:
- Agropecuária: -2,8%
- Indústria: -0,2%
- Serviços: 0,7%
- Consumo das famílias: zero
- Consumo do governo: 0,7%
- Investimento (FBCF): -3,6%
- Importação: -0,6%
- Exportação: 9,4%
- Construção: 2,7%
- Comércio: 0,5%
E qual a grande justificativa para isso?
Primeiramente, precisamos lembrar que o agronegócio é uma atividade de risco que sofre oscilações diante dos diversos fatores que a influenciam, como clima, política e o valor das moedas. E foi exatamente por conta desses fatores que tivemos essa decadência.
Mais especificamente falando, no café tivemos uma quebra de safra enorme causada principalmente pelas geadas. Além disso, a falta de insumos elevou o custo das matérias-primas, o que consequentemente abala toda cadeia financeira.
Confira abaixo, a variação do PIB em relação ao trimestre anterior, em %:

Fonte: OCDE
Betina Marques é Presidente da Comissão de Agronegócio da OAB/ES e sócia no BEM advocacia, único escritório jurídico especializado em agronegócio no ES



