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Cerca de 200 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desocuparam, na manhã desta terça-feira (30), a fazenda Coqueirinho, em São Mateus, Norte do Espírito Santo.
A área estava ocupada pelo grupo desde o dia 17 de abril. Segundo o movimento, o local já foi sede de uma antiga fábrica de farinha de mandioca e a área está na Justiça Federal por conta do não cumprimento de direitos trabalhistas.
O despejo foi determinado pelo juiz da 1ª Vara Cível de São Mateus, Lucas Modonesi Vicente, e atendendo ao pedido da Aliança Agropecuária S/A (Apal), e deferiu duas liminares em desfavor do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A segunda ordem é um interdito proibitório para evitar que membros do movimento entrem na Fazenda Coqueirinho, no km 13 da BR-381, também em São Mateus, vizinha à área de ocupação.
Pela redes sociais, o movimento publicou que as famílias saíram com as esperanças renovadas pela luta da Reforma Agrária. Após a desocupação, os integrantes do movimento realizaram uma mobilização pelas ruas da cidade.
“Com a liminar de despejo expedida pelo juiz para este dia 30, o povo Sem Terra faz o cumprimento da lei e exige que os poderes públicos a cumpram e coloquem esforços para a realização da Reforma Agrária.”, diz a postagem.
A equipe de reportagem procurou a Polícia Militar para saber mais detalhes sobre a desocupação, mas ainda não obteve retorno. A resposta será acrescentada assim que for enviada.




