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Ameaça à cafeicultura brasileira

O Conselho Monetário Nacional (CMN) confirmou, em reunião ordinária realizada ontem, que a cafeicultura brasileira terá o menor juro de toda a sua história. Produtores e cooperativas poderão contratar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) com taxas de até 5,25% e industriais e exportadores de até 6,75%.
A decisão do colegiado, que resultou naResolução n° 4.849, atende a um pleito coordenado pelo Conselho Nacional do Café (CNC) –saiba mais– e aprovado por todos os segmentos da cadeia produtiva no Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC).
“A cafeicultura não parou diante da pandemia do novo coronavírus, mas a Covid-19 trouxe impactos sobre o setor. Diante disso, é fundamental contarmos com juros mais acessíveis para a tomada de crédito, principalmente para os produtores. Essa é uma conquista que certamente contribuirá para a retomada efetiva e ainda mais eficaz da cafeicultura quando passarmos a pandemia”, comenta o presidente do CNC, Silas Brasileiro.
Com a definição de ontem, os mutuários poderão tomar recursos do Funcafé a uma taxa de até 5,25% nas linhas de Custeio, Comercialização, Financiamento para Aquisição de Café (FAC) para Cooperativas e Recuperação de Cafezais, abaixo dos juros de 6% do Plano Safra. Para as linhas de Capital de Giro a Indústrias e FAC aos demais tomadores, a taxa será de até 6,75%.
“Essa redução foi possível em função da diminuição da remuneração do Fundo para 2,25% mais spread bancário flexível de 0% até 3% para cafeicultores e cooperativas de produção e entre 0% e 4,5% para indústrias e exportadores ”, explica Brasileiro.
Até a publicação da Resolução CMN n° 4.849, a taxa máxima, na safra 2020, para cooperativas e produtores era de até 6% (3% para o Fundo e 3% de margem aos agentes) e, para indústrias e exportadores, de até 7,5% (3% ao Funcafé e até 4,5% de spread).
O presidente do CNC recorda que, com a possibilidade de negociar o spread com as instituições financeiras, os tomadores poderão ter taxas abaixo de 5,25% ao ano nos empréstimos do Funcafé. “Os juros máximos são de até 5,25% e 6,75%, conforme as linhas de financiamento, mas produtores, cooperativas, exportadores e industriais têm a possibilidade de negociar a margem com os agentes ”, explica.
Brasileiro anota, ainda, que a redução permitirá a otimização na aplicação dos recursos do Fundo e beneficiará, principalmente, os cafeicultores. “Essa medida mantém a essência do Funcafé, que é fomentar a cadeia produtiva, principalmente os produtores, frente às dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19 e seus impactos no cenário macroeconômico ”, finaliza.




