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A produção brasileira de ovos para consumo começou 2026 em ritmo mais moderado. Dados divulgados pelo IBGE neste mês, compilados e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que o país produziu 995,5 milhões de dúzias entre janeiro e março.
O volume representa queda de 0,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, o recuo foi mais intenso, de 3,8%.
Segundo o Cepea, a redução na disponibilidade interna contribuiu para a valorização dos ovos no mercado brasileiro no início deste ano. O movimento ocorreu tanto para os ovos brancos quanto para os vermelhos.
Entre janeiro e março, a média dos ovos brancos tipo extra, a retirar, na modalidade FOB, em Bastos (SP), ficou em R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias. O valor representa alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior, considerando dados deflacionados pelo IGP-DI de maio de 2026.
No caso dos ovos vermelhos, a valorização foi ainda maior. A média no período chegou a R$ 167,04 por caixa na praça paulista, com avanço real de 11,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.
A análise indica que o mercado iniciou o ano com menor oferta e preços mais firmes. Bastos, no interior de São Paulo, é uma das principais praças de referência para a comercialização de ovos no país.
Os dados reforçam a atenção do setor produtivo ao comportamento da oferta e da demanda nos próximos meses, especialmente diante das variações recentes nos preços ao consumidor e na comercialização entre produtores e compradores.




